Um adolescente de 16 anos foi agredido e furtado, supostamente por conta de uma 'fakenews' envolvendo homofobia, além do fato de que ele seria um estuprador de vulnerável. O caso, ocorrido na noite desta quarta-feira (14), foi registrado internamente na Polícia Militar, em seu BO/PM, como crime de ódio, lesão corporal e roubo impróprio. No Plantão Policial a autoridade policial registrou como lesão corporal e furto. O caso será investigado pela Polícia Civil.
Segundo informações da PM, o Centro de Operações (Copom) informou a viaturas em patrulhamento, que estava ocorrendo um roubo na rua 23 de maio, próximo a uma escola. Para o local foram o cabo Friaça e o soldado Genovesi, que encontraram com a vítima, um adolescente de 16 anos. Durante a conversa os policiais colheram as características físicas e de vestes dos ladrões e saíram à procura, conseguindo localizar dois suspeitos nas imediações, em uma praça.
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Ambos foram identificados também como adolescentes, de 15 anos, que "contaram que haviam agredido e furtado a vítima após tomarem conhecimento de que o garoto era um estuprador de vulnerável, e porque ele mantinha um relacionamento homoafetivo com seu primo", disse Friaça.
Contudo, questionados pelos PMs, eles não quiseram explicar sobre quem havia passado as informações, que os motivaram a agredir e furtar a vítima - apenas disseram que souberam por terceiros. "Por estas razões, por envolver fakenews e homofoba, registramos o BP/PM como crime de ódio".
O tênis da vítima foi jogado em um fio de alta tensão e não chegou a ser levado após o furto.
Todos foram levados para a delegacia, onde os pais também estiveram presentes, sendo elaborada ocorrência da Polícia Civil como furto e agressão.
Os suspeitos vão responder em liberdade.