O presidente do Paulista, Rodrigo Alves, comentou, em entrevista à Rádio Difusora Jundiaí, sobre as finanças do clube, patrocínios e receitas para a próxima temporada. De acordo com ele, o Galo terá receita de R$ 3,3 milhões em 2024, o equivalente a, em média, R$ 300 mil por mês.
O mandatário revelou que o clube só está "vivo" por conta dos patrocinadores. "A dificuldade financeira é sempre muito complicada. Todos os times de futebol passam por isso e o Paulista não é exceção. Hoje o Galo tem muitos patrocinadores, isso ajuda muito, porque essa receita é o que sustenta o clube. Graças a esse trabalho de transparência com os patrocinadores, de levar tanta exposição da marca e novos negócios para eles, a gente consegue mantê-los no clube hoje. Com a manutenção desses apoiadores, a gente consegue tocar todo o planejamento. Investir no Paulista é um grande negócio e estamos comprovando isso", disse o presidente.
Além dos patrocínios em dinheiro, Alves também explicou que parte das receitas vem de permuta. "Uma boa fatia do orçamento é de permutas que o clube já tem. Hoje, o Paulista tem o aporte de aproximadamente R$ 130 mil de permutas - que são patrocinadores que colocam produtos no clube, ajudam na estrutura e desafogam o financeiro -, como as parcerias de alimentação e saúde".
SAF
O presidente também ressaltou que há investidores interessados em comprar ações da SAF do clube, mas relembrou que trata-se de um processo lento e burocrático. "A gente vê a SAF como um grande negócio para o Paulista, mas mantemos muito cuidado e responsabilidade com o processo", disse Rodrigo. Ele também detalhou como funciona o procedimento. "Nosso jurídico organizou as informações do clube para apresentá-las aos investidores. Foi um excelente trabalho do jurídico, que organizou todas as dívidas, montou um plano do clube com a tese de investimento, o quanto o possível investidor precisa colocar e o quanto ele terá de retorno. Essa parte já está pronta. Já conversamos com bastante interessados e alguns estão no processo", completou o presidente.
A SAF é a sigla para Sociedade Anônima de Futebol, que foi criada a partir da Lei 14.193/2021 e permite que clubes de futebol possam ser transformados em empresas. O processo, que geralmente é lento, possui algumas burocracias. "Primeiramente, o possível investidor assina um acordo de não revelação - para manter a negociação em sigilo -, e recebe todas as informações do clube. Em cima destes documentos que o interessado recebe, ele faz uma auditoria própria. Após analisar, o investidor dá um 'OK' e manda uma carta de intenção para comprar uma porcentagem das ações do clube. O próximo passo é formalizar a intenção de compra. Feito isso, o documento é encaminhado ao conselho e aos sócios do clube. Se for aprovado, é feito um detalhamento de toda parceria. É um processo moroso e lento, porque tem que ter responsabilidade e tudo precisa ser comprovado para trazer pessoas sérias. A gente sabe que a SAF pode ser um grande negócio ou uma furada, se cair em mãos erradas. Então a gente tem muita tranquilidade. Estamos fazendo um procedimento bem organizado para receber esses possíveis investidores", explicou Alves.