ORÇAMENTO

'O Paulista tem R$ 3,3 milhões em receitas para 2024', diz presidente

Por Luana Nascimbene |
| Tempo de leitura: 3 min
JORNAL DE JUNDIAÍ
Além dos patrocínios em dinheiro, Rodrigo Alves também explicou que parte das receitas são permutas
Além dos patrocínios em dinheiro, Rodrigo Alves também explicou que parte das receitas são permutas

O presidente do Paulista, Rodrigo Alves, comentou, em entrevista à Rádio Difusora Jundiaí, sobre as finanças do clube, patrocínios e receitas para a próxima temporada. De acordo com ele, o Galo terá receita de R$ 3,3 milhões em 2024, o equivalente a, em média, R$ 300 mil por mês.

O mandatário revelou que o clube só está "vivo" por conta dos patrocinadores. "A dificuldade financeira é sempre muito complicada. Todos os times de futebol passam por isso e o Paulista não é exceção. Hoje o Galo tem muitos patrocinadores, isso ajuda muito, porque essa receita é o que sustenta o clube. Graças a esse trabalho de transparência com os patrocinadores, de levar tanta exposição da marca e novos negócios para eles, a gente consegue mantê-los no clube hoje. Com a manutenção desses apoiadores, a gente consegue tocar todo o planejamento. Investir no Paulista é um grande negócio e estamos comprovando isso", disse o presidente.

Além dos patrocínios em dinheiro, Alves também explicou que parte das receitas vem de permuta. "Uma boa fatia do orçamento é de permutas que o clube já tem. Hoje, o Paulista tem o aporte de aproximadamente R$ 130 mil de permutas - que são patrocinadores que colocam produtos no clube, ajudam na estrutura e desafogam o financeiro -, como as parcerias de alimentação e saúde".

SAF

O presidente também ressaltou que há investidores interessados em comprar ações da SAF do clube, mas relembrou que trata-se de um processo lento e burocrático. "A gente vê a SAF como um grande negócio para o Paulista, mas mantemos muito cuidado e responsabilidade com o processo", disse Rodrigo. Ele também detalhou como funciona o procedimento. "Nosso jurídico organizou as informações do clube para apresentá-las aos investidores. Foi um excelente trabalho do jurídico, que organizou todas as dívidas, montou um plano do clube com a tese de investimento, o quanto o possível investidor precisa colocar e o quanto ele terá de retorno. Essa parte já está pronta. Já conversamos com bastante interessados e alguns estão no processo", completou o presidente.

A SAF é a sigla para Sociedade Anônima de Futebol, que foi criada a partir da Lei 14.193/2021 e permite que clubes de futebol possam ser transformados em empresas. O processo, que geralmente é lento, possui algumas burocracias. "Primeiramente, o possível investidor assina um acordo de não revelação - para manter a negociação em sigilo -, e recebe todas as informações do clube. Em cima destes documentos que o interessado recebe, ele faz uma auditoria própria. Após analisar, o investidor dá um 'OK' e manda uma carta de intenção para comprar uma porcentagem das ações do clube. O próximo passo é formalizar a intenção de compra. Feito isso, o documento é encaminhado ao conselho e aos sócios do clube. Se for aprovado, é feito um detalhamento de toda parceria. É um processo moroso e lento, porque tem que ter responsabilidade e tudo precisa ser comprovado para trazer pessoas sérias. A gente sabe que a SAF pode ser um grande negócio ou uma furada, se cair em mãos erradas. Então a gente tem muita tranquilidade. Estamos fazendo um procedimento bem organizado para receber esses possíveis investidores", explicou Alves.

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