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Taxista de 73 anos é furtado ao dar carona a um amigo e ao colega dele em Jundiaí

Por Fábio Estevam | Polícia
| Tempo de leitura: 2 min
JORNAL DE JUNDIAÍ
Os PMs foram avisados por uma testemunha do crime e conseguiram deter o suspeito
Os PMs foram avisados por uma testemunha do crime e conseguiram deter o suspeito

Um taxista de 73 anos teve o celular furtado pelo colega de um amigo seu, após dar carona para ambos, para irem do Jardim São Camilo ao Centro de Jundiaí, no final da noite desta quinta-feira (24). O 'colega' foi preso pela Polícia Militar, após uma pessoa ter flagrado o furto e parado a viatura na rua para avisar do crime. No Plantão Policial, o delegado Rodrigo Carvalhaes determinou sua prisão em flagrante e representou pela prisão preventiva.

A vítima, chateada com o que aconteceu, contou que resolveu dar carona ao amigo, por conhecê-lo há muito tempo, mas não esperava que o colega dele fosse furta-lo. "Sou taxista há mais de vinte anos e moro no bairro do São Camilo, onde encontrei dois rapazes na rua; um deles eu conheço, o outro eu nunca vi antes. O amigo me pediu carona para ele e para o seu colega, sendo que meu amigo desceu na Prudente de Moraes. O colega dele, por sua vez, continuou no carro e, logo depois, na rua São Bento, ele saiu repentinamente do meu táxi, pegou o celular que estava no painel e disse: 'tchau, tchau, tchau, fui!'. Eu então gritei: 'devolve meu celular!'".

Inconformado, o taxista foi atrás. "Fui atrás dele com o carro, pois queria prendê-lo de qualquer jeito", disse ele.

Após perdê-lo e vista por alguns instantes, o idoso o encontrou descendo a rua São Bento e, no momento e que se aproximava do 'colega', apareceu uma viatura da Polícia Militar, cujos policiais já estavam sabendo do crime. "Eu, juntamente com meu parceiro de farda, estava realizando patrulhamento noturno, quando um carro passou próximo a mim. O condutor, então, abaixou o vidro e comunicou que um homem havia acabado de furtar um taxista no cruzamento da rua São Bento com a rua do Rosário. Ele descreveu o suspeito e disse que ele havia fugido pela rua São Bento em direção à União dos Ferroviários", informou um dos PMs.

Ao perceber que seria preso o 'colega' jogou o celular no chão, sendo abordado e preso logo em seguida. Conduzido ao Plantão Policial - junto com a vítima -, o suspeito foi ouvido pelo delegado Carvalhaes, dizendo que havia furtado o celular "no calor do momento".

PREVENTIVA

O delegado então determinou sua prisão em flagrante e representou por sua prisão preventiva, sobretudo com base em seu histórico criminal, com inúmeras passagens. "A segregação cautelar é imprescindível à garantia de ordem pública. O crime, em si, é revestido de especial gravidade, pois embora não praticado mediante violência ou grave ameaça, consistiu na subtração de um objeto (aparelho celular) indispensável ao trabalho da vítima, que é taxista, além de danificá-lo desnecessariamente. Não bastasse, o indicado ostenta extensa ficha criminal, demonstrando que não possui controle dos seus atos e faz do crime seu meio de subsistência. Portanto, deve ser imediatamente segregado do convívio social".

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