O homem de 50 anos detido por guardas municipais e preso em flagrante pelo delegado Rodrigo Carvalhaes, no último dia 3, suspeito de importunar sexualmente uma enfermeira, dentro do Hospital de Clínicas (público municipal) de Campo Limpo Paulista, também vai ter que explicar à Justiça, durante o curso do processo, sobre relatos de que também teria acariciado uma mulher grávida e ainda tentado beijar a mãe dela, na mesma noite e no mesmo local. Essas novas informações (sobre a grávida e sua mãe) constam no texto do juiz da audiência de custódia, quando da conversão do flagrante em prisão preventiva. O suspeito está no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Jundiaí desde o dia 4.
No texto, o juiz diz: "A prisão em flagrante é legal quando decretada com base nas hipóteses dos artigos 302 e 303 do Código de Processo Penal. É o caso, pelo que se extrai de interpretação dos elementos constates dos autos do flagrante. O preso, no interior de um hospital, aparentemente em estado de surto, passou a proferir ofensas, acariciou uma paciente grávida, contra vontade dela, e depois tentou beijar a mãe dela à força". Na sequencia da explicação, ele relata o crime pelo qual acabou sendo preso. "Na sequência, quando era atendido por uma enfermeira, ele segurou o seio dela com força e não o soltava de jeito nenhum. No mesmo contexto, tentava beijá-la e acariciá-la e a chamava de gostosa. Somente cessou os atos com a intervenção de um médico."
Após outras considerações, ele converte o flagrante. "Entendo, por isto, e não vislumbro suficiência ao caso, de outras medidas cautelares que não a prisão cautelar. É o caso de formalização da prisão em flagrante, convertendo-se-a em prisão preventiva, com expedição de mandado de prisão".
Desta forma, portanto, ele foi levado para o CDP, onde segue preso. De acordo com Rodrigo Carvalhaes, delegado plantonista responsável pela prisão do indiciado (após detenção feita pelos GMs), ele ficará encarcerado. "Com a preventiva ele vai continuar preso enquanto a justiça entender que, se ele tiver em liberdade, vai colocar em risco a vida de outras pessoas e até mesmo poder intimidar testemunhas. A preventiva não tem prazo, ou seja, enquanto a justiça achar que ele deve permanecer preso, ele vai permanecer; isso pode durar pouco ou muito, até talvez o julgamento".
Na ocasião o Jornal de Jundiaí procurou a prefeitura para que pudesse se manifestar sobre o caso ocorrido dentro do hospital, e respondeu: "A GM atendeu cumprindo sua função e a Polícia Civil está investigando."
RELEMBRE O CASO
Um homem de 50 anos foi detido por guardas municipais suspeito de importunar sexualmente uma enfermeira no Hospital de Clinicas, na noite de segunda-feira (3). Conduzido ao Plantão Policial, ele foi preso em flagrante pelo delegado Rodrigo Cavalhaes. Em seu depoimento, a vítima contou que o homem apalpou suas nádegas e também apertou seus seios. Um médico a defendeu.
A GM foi acionada por volta das 21h30 para atender a ocorrência. No local, os guardas conversaram com a vítima, que é enfermeira, que lhes contou que estava trabalhando no período noturno, quando o homem inadvertidamente ingressou contra ela, apalpando suas nádegas e, ainda, segurou firmemente seus seios, somente deles largando quando foi empurrado por um médico.
Como o acusado pela vítima estava bastante nervoso, foi necessário uso de algema para preservar a integridade de todos na unidade de saúde.
Colocado na viatura para ir até a delegacia (vizinha de muro com o hospital), ele chutou o vidro da viatura várias vezes, e, na delegacia, em nada colaborou quanto aos questionamentos do delegado, que o prendeu em flagrante.