Os departamentos de Comunicação, Responsabilidade Social e Recursos Humanos do Ciesp Jundiaí promovem a Exposição "Mulheres na Indústria". Com o tema "Lugar de mulher é onde ela quiser", a exposição ficará aberta à visitação até o dia 31 de março, em horário comercial, das 8h30 às 16h30, no Ciesp Jundiaí, que fica na Avenida Doroty Nano Martinasso, 150, em frente ao Sesi da Vila Hortolândia.
A exposição conta com o apoio do Sesi Jundiaí e da Gráfica HRosa, empresa de Cajamar, que imprimiu todas as fotos.
De acordo com Sueli Muzaiel, diretora de Comunicação do Ciesp Jundiaí, a ideia da exposição foi para destacar, reforçar, homenagear e enaltecer a presença da mulher nas mais diversas áreas e atividades na indústria de Jundiaí e Região. "Onde uma mulher passa abre caminhos para que muitas outras possam também trilhar suas histórias. Ganhando cada vez mais espaço no mundo corporativo, a liderança feminina está transformando a cultura organizacional de muitas empresas, fortalecendo a presença das mulheres nas mais diversas áreas e atividades", explica.
Cida Gibrail, diretora de Responsabilidade Social, explicou que o Ciesp Jundiaí convidou as empresas associadas a participar. "Cada uma enviou fotos de mulheres que se destacam na empresa, independente da atividade que exerçam", destaca, lembrando que a exposição conta com mais de 50 fotos, em preto e branco.
EMPRESAS PARTICIPANTES
As fotos das mulheres que trabalham nas empresas Altimar, Aromaty, Astra, Bignardi, Bollhoff, Castelo Alimentos, Correias Mercúrio, De Marchi, Fareva, Indústria Fox, Germânia, Gifel, HellermannTyton, HRosa, Ipel, Joyson, Knorr-Bremse, thyssenkrupp Metalúrgica Campo Limpo, KSB Bombas Hidráulicas, Mipal, Pieralisi, Santa Angela Construtora, SENAI, Sesi, Tera Ambiental, Wert ficarão expostas até o dia 31 de março.
HISTÓRIA
"As mulheres vêm conquistando espaço em diversos segmentos da indústria brasileira, representando 32% da força de trabalho com maior presença no ramo de confecções e artigos do vestuário. Mas nem sempre foi assim", destaca Vania Mazzoni, diretora de Recursos Humanos do Ciesp Jundiaí.
A história das mulheres nas fábricas começa na Revolução Industrial no século XVIII, quando houve a admissão do trabalho feminino como mão-de-obra barata e inserindo definitivamente a mulher na cadeia produtiva. Porém, elas cumpriam jornadas absurdas de até 17 horas de trabalho em condições precárias com salários 60% menores que os dos homens.
Neste cenário, as mulheres começaram a se organizar para protestar pelos seus direitos e igualdade, estabelecendo a presença feminina no mercado de trabalho e, consequentemente, o crescimento da industrialização no Brasil. "Infelizmente, ainda hoje, os espaços fabris ainda são fortemente dominados pelos homens, tendo o setor automobilístico com mais distinções de gênero e salariais", avalia.