As farmácias e postos de saúde da região de Jundiaí registram falta de alguns medicamentos usados para tratar problemas respiratórios e pulmonares, como antibióticos e corticoides. O desabastecimento foi confirmado pela Prefeitura de Jundiaí, por meio da Central Farmacêutica, informando que, em 2022, foram registradas dificuldades no abastecimento em todo o território nacional.
Ainda segundo a unidade, as faltas que mais impactaram o setor de saúde pública e privada foram os antibióticos e os corticoides, principalmente os utilizados para síndromes respiratórias e medicamentos injetáveis. As justificativas das empresas farmacêuticas vão desde a falta do insumo farmacêutico ativo (IFA) e as embalagens para as ampolas de injetáveis.
Em uma farmácia no Centro, a farmacêutica Stephany Talita de Oliveira Gomes relata que boa parte dos medicamentos em falta é de xaropes para tosse e antibióticos. "É uma falta geral e o motivo é a falta de insumos e matéria-prima, provocada pela guerra da Ucrânia e lockdown da China. Portanto, é importante que os médicos consultem farmacêuticos sobre o que está em falta antes de fazerem a prescrição, pois muitos estão tendo que passar no hospital novamente para pegar uma nova receita", diz Stephany.
Entre os remédios difíceis de encontrar no momento estão antibióticos, amoxicilina, anti-inflamatórios e corticoides. O que traz uma preocupação maior no tratamento de crianças. "Nesta época, com a mudança climática e tempo seco, é propício para ocorrerem doenças respiratórias e síndromes gripais, que provocam uma procura maior por esses medicamentos, principalmente os infantis. Sendo mais um fator para ocorrer essa falta", explica.
Segundo o farmacêutico de outra farmácia no Centro, Luiz Vilar, alguns medicamentos estão em falta há mais de seis meses. "Estamos com falta principalmente de antibióticos e amoxicilina e, quando vem, recebemos em pouca quantidade, acabando muito rápido. Como o Brasil depende de importação de matéria-prima para fabricar remédios, acredito que seja um problema nacional", diz o farmacêutico.
Ele também ressalta a grande procura por remédios nesta época do ano devido às síndromes gripais e à volta da covid-19. "Neste período o desabastecimento também é maior nos medicamentos usados contra a covid-19, como anti-inflamatórios e analgésicos. Além disso, estamos com falta até nos testes", relata.
EM FALTA
Segundo a Prefeitura, existem falta de medicamentos fornecidos para Programas específicos do Ministério da Saúde e outros oferecidos para atender Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas da Secretaria de Estado de Saúde (SES SP), totalizando 24 itens neste mês. Neste mês de novembro foram regularizadas o fornecimento de diferentes medicações, restando seis itens injetáveis apresentando faltas pontuais.
Com o cenário do ano, os médicos são orientados a prescrever medicações que não estejam com dificuldades no abastecimento, como alternativa para que o usuário seja atendido. Vale salientar que a REMUME conta com uma média de 320 medicamentos padronizados e a SES-SP uma média de 354 medicamentos.