GOVERNO DE SP

Partidos fora do segundo turno orientam voto de correligionários

Por Niza Souza |
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Divulgação
O petista Fernando Haddad e o ex-ministro Tarcísio de Freitas (Republicanos) estão no segundo turno na disputa pelo Governo de SP
O petista Fernando Haddad e o ex-ministro Tarcísio de Freitas (Republicanos) estão no segundo turno na disputa pelo Governo de SP

Uma semana após o primeiro turno da eleição, os partidos que fi caram fora da disputa fi nal já defi - niram apoio e orientam os correligionários para esta segunda etapa das Eleições Gerais deste ano. Em Jundiaí, os principais partidos vão seguir a orientação dos diretórios estaduais. Mas há candidato que anunciou decisão contrária a do diretório municipal.

O PSDB de Jundiaí, que teve os dois candidatos a deputado mais votados este ano na cidade (Faouaz Taha para estadual e Fred Machado para federal), anunciou apoio ao bolsonarista Tarcísio de Freitas (Republicanos) para o Governo de São Paulo, seguindo a posição do atual governador tucano, Rodrigo Garcia, que tentava a reeleição e fi - cou fora da disputa.

Presidente do partido na cidade, Fernando Souza explicou que a decisão é pautada no histórico do PSDB local, desde sua criação. “Nossa posição sempre foi contra o PT. Nunca compactuamos com as posições extremistas da esquerda. Nesse sentido, não há outro caminho para nós senão declarar apoio ao candidato Tarcísio e ao presidente Bolsonaro”, afi rmou, frisando: “Não há a menor possibilidade de apoiarmos Lula e Haddad”.

O prefeito Luiz Fernando Machado (PSDB), que cumpre segundo mandato como chefe do Executivo, corrobora com o presidente do partido. “Neste momento, em que dois projetos antagônicos se apresentam como alternativas para governar São Paulo, optamos pela coerência deste posicionamento, que é o apoio à candidatura do Tarcísio de Freitas”, afi rmou, em nota.

Vice-presidente do PDT paulista e presidente do partido em Jundiaí, Gerson Sartori afi rma que o partido vai apoiar o petista Fernando Haddad para o governo paulista e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência. “Defi nimos o apoio por unanimidade”, diz, destacando que o partido solicitou que o PT integre quatro propostas de Ciro Gomes, que fi cou em quarto lugar na disputa presidencial.

No Pros estadual, que também teve candidato local na disputa a deputado federal, a decisão é dar apoio a Tarcísio, diferentemente do que chegou a ser divulgado na imprensa alguns dias após o primeiro turno. “De acordo com documentos assinados pelo presidente atual do partido em São Paulo, José Willame Cavalcante, o Pros-SP está apoiando o candidato Tarcísio de Freitas, do Republicanos, para o Governo do Estado de São Paulo”, afi rma José Joaquim Rodrigues Filho, secretário estadual e presidente municipal do Pros de Jundiaí.

Apesar da orientação, o ex-prefeito e ex-deputado Durval Orlato, que concorreu a deputado federal pelo Pros na eleição deste ano, afi rma que vai seguir a posição da Direção Nacional do partido, de apoio a Haddad, do PT. “Estarei do lado da democracia, inclusão social, respeito e liberdade a todas as religiões”, diz Orlato.

No site oficial do Pros federal, uma circular determina apoio “irrestrito” ao candidato Fernando Haddad. “Quaisquer movimentos de correligionários do partido que não sejam nesta direção estão, de imediato, desautorizados pela Direção Nacional”, reforça o texto.

SEGUNDO TURNO

Disputam o governo de São Paulo o ex-ministro da Infraestrutura do governo Jair Bolsonaro (PL), Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o ex-prefeito da capital paulista, Fernando Haddad (PT). Tarcísio terminou o primeiro turno na frente, com 42,32% dos votos (9,8 milhões). O petista recebeu 35,7% (8,3 milhões).

Haddad recebeu apoio formal de duas siglas na corrida do segundo turno: PDT e Solidariedade. A candidatura do petista é formada pela coligação que, além do PT, reúne o PCdoB, PV, PSB, PSOL, Rede e Agir.

Já Tarcísio reúne quatro siglas. Os diretórios estaduais do União Brasil, PP, MDB e Podemos declararam apoio ao candidato de Bolsonaro. Uma ala do PSDB, liderada por Rodrigo Garcia, também apoia Tarcísio, mas o apoio formal do diretório ainda não ocorreu.

PRESIDÊNCIA

Na corrida à Presidência da República, o presidente Jair Bolsonaro (PL) tenta a reeleição contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. Bolsonaro conquistou apoio importante de três governadores do Sudeste: Rodrigo Garcia (PSDB), de São Paulo, Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro, e Romeu Zuma (Novo), de Minas Gerais. Além dos governadores Ratinho Júnior (PSD), do Paraná, e Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás.

O ex-ministro da Justiça Sergio Moro, eleito senador pelo Paraná, e o ex-procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol (Podemos), eleito deputado federal também pelo Paraná, declararam apoio a Bolsonaro.

Já Lula recebeu durante a semana apoio de alguns partidos, como PDT e Cidadania, e de políticos, como os presidenciáveis Simone Tebet (MDB) e Ciro Gomes (PDT), e dos tradicionais tucanos Fernando Henrique Cardoso e senador José Serra. O petista tem ainda apoio do governador reeleito do Pará, Helder Barbalho (MDB), do senador Tasso Jereissati (PSDB) e do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD).

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