Jundiaí terá 346 eleitores por seção na eleição de 2 de outubro

NIZA SOUZA
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Há exatas duas semanas das eleições gerais, a Justiça Eleitoral intensifica os preparativos para o pleito de 2 de outubro. Em Jundiaí, os 330.952 eleitores aptos a votar estão divididos em 953 seções espalhadas em 98 postos de votação. Uma média de 346 eleitores por seção.

A 281ª zona eleitoral (Vetor Oeste) é a maior das três existentes em Jundiaí, com 158.457 eleitores, 424 seções eleitorais e 40 locais de votação. A 424ª zona eleitoral, que abrange a região central e bairros adjacentes, tem pouco mais de 82 mil eleitores, 269 seções e 26 locais de votação.

Já a 65ª, responsável pela Vila Hortolândia, Tulipas, Engordadouro, Medeiros e bairros da região, reúne cerca de 90 mil eleitores e conta com 260 seções e 25 pontos de votação.

Este ano, serão eleitos presidente, governadores, senadores e deputados federais e estaduais. Cada eleitor terá de votar cinco vezes. Por isso, há expectativa de fila nas seções. A orientação dos juízes eleitorais é que o eleitor leve uma "colinha".

Mas esse lembrete não poderá ser feito no celular. Este ano, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) regulamentou a proibição do uso de aparelhos celulares e máquinas fotográficas na cabine de votação. O eleitor terá de deixar o aparelho com os mesários.

"A orientação é explicar ao eleitor a necessidade de deixar o celular em uma mesa e desligado, para que ninguém mexa nele. Em caso de insistência, o fato será registrado em ata e o eleitor ficará impedido de votar", explica o juiz Luiz de Campos Jr, responsável pela 424ª zona eleitoral.

POLARIZAÇÃO

A polarização entre os dois candidatos à Presidência da República mais bem colocados nas pesquisas de opinião, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL), é uma das principais preocupações da Justiça Eleitoral em todo o país.

Em Jundiaí não é diferente. "Infelizmente houve um acirramento nos ânimos das pessoas devido a uma conjuntura política muito específica, muito particular. À Justiça Eleitoral caberá enfrentar os desafios advindos desse ambiente e adotar mecanismos de controle e fiscalização para que as eleições se desenvolvam em um clima seguro e tranquilo, sempre respeitando o direito de voto do eleitor", frisa o juiz Fabio Evangelista de Moura, da 281ª zona eleitoral.

Na semana passada, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), desembargador Paulo Galizia, reuniu juízes eleitorais do estado para ratificar e orientar sobre as novas normas, levando em conta a polarização que marca este pleito. A segurança foi um dos assuntos principais.

"A segurança no dia do pleito será reforçada e a Polícia Militar contará com apoio da guarda municipal", diz Campos Jr, ressaltando que, além da questão da proibição do celular, o TSE também restringiu o porte de arma a menos de 100 metros das seções eleitorais. "A orientação é no sentido de o eleitor votar e, após se retirar do local de votação, não participar de aglomerações", revela.

O juiz comenta ainda que, se o eleitor causar confusão, o presidente da mesa vai comunicar o fato ao juiz eleitoral. "E aí serão tomadas medidas legais. Prisão só em último caso, na hipótese de violência ou agressividade", afirma. "Temos sempre de usar o bom senso."

Apesar das preocupações, os juízes têm boas expectativas para o dia da eleição. "Espero que a eleição deste ano transcorra em ambiente de absoluta paz e tranquilidade. A Justiça Eleitoral fará tudo que estiver ao seu alcance para que o eleitor exerça em plenitude o direito de voto", diz Moura.

Campos Jr corrobora: "Está um clima político bem polarizado, mas temos ampla certeza e convicção que tudo ocorrerá dentro da normalidade por conta das providências legais que o TSE tem tomado. Tudo está sendo feito de forma que o pleito seja da melhor forma possível".

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