O ex-governador João Doria (PSDB) participou da inauguração do Hospital da Mulher ontem (14), na capital paulista, e declarou que votará em seu sucessor, Rodrigo Garcia (PSDB), no âmbito estadual, mas se negou a revelar quem apoiará para a Presidência da República.
Seu partido tem a senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP) como vice na chapa presidencial de Simone Tebet (MDB). "O voto que eu posso declarar eu declarei", respondeu, ao ser questionado sobre em quem votará para presidente e declarando apenas apoio a Rodrigo.
Doria apoiou Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição de 2018, mas posteriormente passou a criticar o presidente, principalmente em relação à política de enfrentamento à pandemia.
No evento, ele ressaltou que o número de mortes no país, 684.951 até terça-feira (13), teria sido maior sem a atuação do estado de São Paulo.
Doria ocupou a cadeira central na mesa de autoridades da cerimônia e teve direito ao discurso final. Indagado se pretende voltar à política, porém, afirmou que não deseja regressar.
"Eu virei a chave. Agora estou no setor privado e ao setor privado vou me dedicar. Continuarei sendo cidadão, vou lutar pelo meu país. Não vou me mudar do Brasil, não vou abandonar o Brasil, mas no setor privado", disse.
Doria justificou que estava ali na condição de ex-governador, que havia sido convidado por telefone pelo próprio Garcia - impedido de participar do evento pela legislação eleitoral - e fez questão de enaltecer o sucessor. (FP)