26 de julho de 2026
MISTÉRIOS

Wesley, Berdú e Geni: 7 desaparecimentos sem resposta na região

Por Giovanna Attili | da Redação
| Tempo de leitura: 4 min
Sampi/Franca
Arquivo/GCN
Da esquerda para a direita, na parte superior, Ditão da Apae, Seu Berdú, Wesley e Rosinai; na parte inferior, Geni, Tiago e Maria Isabel

Os desaparecimentos de Tiago Gomes Pereira, em Pedregulho, e de Maria Isabel Oliveira do Prado, em Franca, voltaram a chamar a atenção para casos que permanecem sem solução na região. Em diferentes épocas e circunstâncias, familiares, policiais e equipes de resgate realizaram buscas e investigações, mas, até hoje, o paradeiro das vítimas segue desconhecido.

Quase 25 anos sem respostas

O caso mais antigo é o de Benedito Turqueti, conhecido como “Ditão da Apae”. Ele desapareceu em 26 de setembro de 2001, após deixar a CEI (Escola de Educação Integrada), na Cidade Nova, em Franca. Como fazia diariamente, deveria retornar para casa, no Jardim Portinari, mas não chegou.

A família iniciou as buscas no mesmo dia e percorreu hospitais, delegacias e cidades da região distribuindo folhetos. Também surgiram relatos de que Benedito teria sido visto em diferentes pontos de Franca e até na saída para Claraval (MG), mas nenhuma informação foi confirmada.

Cadê “Seu Berdú”?

Outro caso que permanece sem esclarecimento é o de Miguel Berdú Egéa, o “Seu Berdu”. Aos 87 anos e diagnosticado com Alzheimer, ele desapareceu em 4 de fevereiro de 2019 enquanto aguardava a mulher em uma praça na região do Jardim Guanabara. Quando ela retornou de uma padaria, Miguel já não estava mais no local.

Nos anos seguintes, familiares promoveram carreatas, distribuíram cartazes e realizaram campanhas nas redes sociais. Em 2023, a Justiça reconheceu a morte presumida de Miguel, mas as circunstâncias do desaparecimento nunca foram esclarecidas.

Onde está Wesley?

O desaparecimento de Wesley Pires Alves Filho é um dos mais conhecidos de Franca. Em 28 de agosto de 2020, aos 13 anos, ele saiu de casa, no Jardim Aeroporto, dizendo que iria a um varejão, mas não voltou.

Câmeras de segurança registraram o adolescente caminhando pelo Jardim Flórida e, depois, empurrando uma bicicleta pela rodovia Ronan Rocha, em direção a Patrocínio Paulista. Desde então, diversas denúncias indicaram possíveis aparições em cidades de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, porém nenhuma foi confirmada.

Caso: Rosinai Cardoso

Em Cristais Paulista, Rosinai Cardoso de Oliveira desapareceu em 3 de maio de 2024, no mesmo dia em que a casa onde morava, às margens da rodovia Manoel Carrijo, foi atingida por um incêndio.

No imóvel, bombeiros e policiais encontraram a porta aberta, os veículos da família, chinelos e mercadorias revendidas por Rosinai, mas nenhum vestígio da moradora. Na época, os bombeiros avaliaram que havia grande probabilidade de ela não estar entre os escombros. Um ano depois, a Polícia Civil ainda não havia esclarecido o caso.

Geni Marques

Também sem respostas está o desaparecimento de Geni Marques de Morais, de 55 anos. Ela desapareceu em 16 de fevereiro de 2025, poucos meses após se mudar de Ribeirão Preto para Franca.

Hospedada em uma pousada no Centro, Geni foi encaminhada pelo Samu à UPA do Jardim Aeroporto após ser encontrada em uma situação considerada incomum. Segundo a Secretaria de Saúde, ela recebeu atendimento médico e deixou a unidade por vontade própria. Desde então, nunca mais foi vista.

Desaparecimentos recentes

O caso de Tiago Gomes Pereira mobilizou uma ampla força-tarefa após seu desaparecimento, em 21 de junho de 2026. Ele saiu de bicicleta da casa da família, em Pedregulho, informando que iria até a Cachoeira Cascata Grande, no Parque Estadual Furnas do Bom Jesus.

As buscas reuniram bombeiros, Polícia Civil, Guarda Civil Municipal, familiares, cães farejadores, drones e o helicóptero Águia. Dias depois, a bicicleta de Tiago foi encontrada em um cafezal, mas nenhum outro vestígio foi localizado.

Posteriormente, a investigação passou a analisar uma possível relação entre o desaparecimento e uma apuração sobre furtos rurais em Minas Gerais, após dois irmãos de Tiago serem presos. Até o momento, porém, não há confirmação de que os casos estejam relacionados.

O caso mais recente é o de Maria Isabel Oliveira do Prado, de 21 anos, desaparecida desde 5 de julho de 2026.

Ela havia confessado participação no planejamento da morte do pai, Milton de Souza do Prado, e passou a ser investigada também pelo assassinato de dois jovens apontados como executores do crime. Dias depois, durante o sequestro da mãe, de uma irmã adolescente e de uma bebê, Maria Isabel foi separada da família e vista pela última vez sendo levada por Noemi Vitória de Sousa Rosa, considerada foragida pela Justiça.

Desde então, seu paradeiro permanece desconhecido. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que ela também tenha sido vítima da sequência de crimes investigada pela DIG, mas o desaparecimento segue sem resposta.