Estudante do CEI completa seis anos desaparecido


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Franca, 26 de setembro de 2001. 17h30. Benedito Turqueti, também muito conhecido como “Ditão da Apae”, numa alusão ao período em que foi assistido naquela instituição, deixou a Escola de Educação Integrada, na Rua Prudente de Morais, Cidade Nova. O estudante especial era aplicado e tinha o sonho de aprender a ler e escrever. Naquele dia, ao contrário do que sempre fazia, não retornou para casa no Jardim Portinari. Familiares ficaram preocupados e foram até a escola em busca de notícias. Também conversaram com amigos de Benedito. Ninguém sabia do seu paradeiro. As buscas se intensificaram no dia seguinte e as informações eram as mais contraditórias: ele teria sido visto na Avenida Orlando Dompieri, no pátio da Prefeitura ou na saída para Claraval (MG). Nos meses seguintes, familiares, irmãos, cunhados, tios e primos visitaram cidades, delegacias e hospitais da região, entregando folhetos contendo sua foto e as informações básicas. Seis anos depois, nenhuma pista. Mesmo que em ritmo mais lento, a procura continua. “Temos muita fé de encontrá-lo vivo, mas sempre estamos atentos aos acidentes e notícias de mortes que ocorrem por toda região, principalmente quando sabe-se que a vítima é andarilha, não foi identificada, e tem as características parecidas com as de Benedito”, conta a enfermeira Marlet Furtado. O estudante é moreno e mede aproximadamente 1,75 metro. Quando desapareceu era gordo e trajava uma calça Lee, uma camiseta branca escrito CEI (Centro de Educação Integrada) de Franca e um chapéu. FIM TRÁGICO Essa reportagem seria publicada no domingo, 29 de abril, mas os editores decidiram segurá-la uma semana por falta de espaço. A matéria original contava a história de um quarto desaparecimento, a do agricultor João Vitalino Moreira Neto, 28, mais conhecido como Beto. Ele havia sumido no dia 25 de dezembro do ano passado e nunca mais deu notícias. Na tarde da última segunda-feira, seu corpo foi encontrado enterrado no quintal de uma casa no Jardim Guanabara. A polícia ainda apura os motivos e a autoria do crime.

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