12 de março de 2026
EM PIRACICABA

PM acusado de matar dois em show vai a juri após adiamentos

Por Da redação/Pira1 |
| Tempo de leitura: 2 min
Amém do acusado Leandro Henrique, outras 12 testemunhas devem ser ouvidas.

 Depois de sete adiamentos, finalmente começa nesta quarta-feira (11) o julgamento do policial militar Leandro Henrique Pereira, acusado de matar duas pessoas e ferir outras três, durante um show sertanejo de Hugo e Guilherme em Piracicaba. O júri está marcado para as 9h, no Fórum da cidade, e deve ouvir 12 testemunhas além do interrogatório do próprio policial.

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O caso aconteceu em novembro de 2022, durante um evento no Parque Unileste, quando vários tiros foram disparados no meio do público. Na confusão, morreram Leonardo Victor Cardoso, de 25 anos, e Heloíse Magalhães Capatto, de 23. Outras três pessoas, de 20, 21 e 27 anos, também foram baleadas, mas sobreviveram. O policial responde por dois homicídios qualificados e três tentativas de homicídio, o que pode resultar em uma pena pesada caso seja condenado.

O processo virou uma verdadeira novela na Justiça. O julgamento já foi adiado sete vezes por diferentes motivos, incluindo discussões dentro do próprio plenário, pedidos da defesa e decisões judiciais. Em março de 2025, o júri chegou a ser suspenso pelo Superior Tribunal de Justiça, depois que a defesa entrou com um habeas corpus.

Em uma das sessões anteriores, o clima esquentou quando houve uma forte discussão entre advogados de defesa e o promotor do caso. Os advogados abandonaram o plenário e o juiz declarou que o réu estava momentaneamente sem defesa, além de determinar a abertura de investigação contra os defensores por desacato. A defesa reagiu dizendo que o magistrado teria inimizade com o policial e pediu o afastamento dele do processo.

A confusão não parou por aí. Em setembro de 2024, outro julgamento também foi cancelado depois que a defesa insistiu em gravar a sessão com aparelhos próprios, mesmo com proibição judicial. O clima ficou tenso dentro do tribunal e o juiz precisou chamar a Polícia Militar para controlar a situação. Meses depois, em junho de 2025, a Justiça decidiu trocar o juiz responsável pelo caso e marcar uma nova data para o júri.

Agora, após anos de atrasos e polêmicas, o julgamento finalmente acontece e deve trazer um desfecho para um dos casos mais comentados da cidade.