ACIDENTES AÉREOS

Por que as pessoas morrem em quedas de avião e helicóptero?

Por | da Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/CBMSC
Vítimas de acidentes aéreos morrem muitas vezes em decorrência de politraumatismo, caracterizado por lesões graves em pelo menos duas partes do corpo.
Vítimas de acidentes aéreos morrem muitas vezes em decorrência de politraumatismo, caracterizado por lesões graves em pelo menos duas partes do corpo.

Foi confirmada nesta terça-feira (22) a morte do cantor sertanejo Rick, da dupla com Renner. Ele estava entre os passageiros do helicóptero que partiu de Porto Belo (SC) e perdeu contato na região de Urubici, a 175 km de Florianópolis. Segundo os bombeiros, não há sobreviventes, e cinco mortes foram confirmadas.

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Vítimas de acidentes aéreos morrem muitas vezes em decorrência de politraumatismo, caracterizado por lesões graves em pelo menos duas partes do corpo. Os ferimentos mais comuns incluem fratura dos ossos, crânio, coluna e extremidades, além de lesões em vasos sanguíneos e em órgãos internos, ocasionando hemorragia.

Em casos extremos, o politraumatismo —também chamado de traumatismo multissistêmico— pode levar à morte imediatamente após o acidente ou horas e dias depois. Isso porque também pode haver infecções generalizadas posteriormente.

Quais são as causas do politraumatismo?

Esse tipo de trauma ocorre com frequência em situações que envolvem a transmissão de grandes quantidades de energia cinética.

Mas um politraumatismo também pode ocorrer no dia a dia. Uma das principais causas são acidentes de trânsito de alta velocidade e atropelamentos, especialmente os que envolvem motocicletas.

Incêndios, explosões, agressões físicas intensas e quedas de grandes alturas também podem gerar traumas múltiplos.

Quais são os tipos de politraumatismo?

Os traumas podem ser classificados como abertos, quando há ruptura na pele, ou fechados, quando as lesões ocorrem internamente, sem ferimentos visíveis na superfície do corpo.

Um exemplo de trauma aberto seria um corte profundo na pele, enquanto de um trauma fechado poderia ser uma lesão interna no fígado causada por uma batida forte.

Em casos de politraumatismo, as lesões podem variar dependendo do tipo e da gravidade do acidente. Comumente, incluem:

  • Trauma craniano;
  • Traumatismo de coluna;
  • Lesões de grandes vasos com hemorragias significativas;
  • Fraturas de extremidades.

É possível sobreviver a um politraumatismo?

Sim, mas depende da gravidade e localização das lesões. Quanto maior o impacto do acidente do corpo, maior são os riscos.

Um sistema de trauma eficiente é essencial para aumentar as chances de sobrevivência. Isso inclui uma rede organizada de atendimento, desde o socorro inicial até a reabilitação, com centros especializados, transporte de emergência e protocolos de tratamento para melhorar os resultados e reduzir a mortalidade.

A sobrevivência também depende do tempo de resposta e da qualidade dos cuidados prestados, que podem variar dependendo do acesso a serviços de emergência e cuidados especializados.

Como funciona o tratamento?

O tratamento de politraumatismo é altamente individualizado e depende da natureza e gravidade das lesões.

O primeiro passo é estabilizar o paciente, garantindo que funções vitais como respiração e circulação sanguínea sejam mantidas. Isso envolve medidas emergenciais, como intubação, administração de fluidos intravenosos, ou mesmo cirurgias de emergência.

Após a estabilização inicial, o tratamento continua com foco nas lesões específicas, que podem incluir cirurgias para reparar fraturas, tratamentos para controlar hemorragias internas, e cuidados intensivos para lesões cerebrais ou abdominais.

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