Especialistas, lideranças industriais e executivos defenderam uma estratégia diversificada para a transição energética no setor de mobilidade durante um seminário realizado na terça-feira (15), em São Paulo.
Promovido pelo Departamento de Meio Ambiente da Fiesp, com apoio da Anfavea, Abipeças e Sindipeças, o evento discutiu os desafios e as oportunidades para ampliar a mobilidade de baixo carbono no Brasil.
Durante a abertura, o presidente do Ciesp, Rafael Cervone, destacou a importância da integração entre governos, indústria e sociedade para impulsionar novas tecnologias e superar desafios relacionados à infraestrutura.
Segundo Cervone, a transição energética deve combinar diferentes rotas tecnológicas. A avaliação foi compartilhada por representantes do setor automotivo. Gilberto Martins, diretor de Assuntos Regulatórios da Anfavea, ressaltou que o debate envolve simultaneamente indústria, tecnologia, energia, infraestrutura e políticas públicas.
Já o presidente do Sindipeças, Claudio Sahadi, defendeu a utilização de diferentes modelos de descarbonização, considerando as características de cada modalidade de transporte.
Entre as alternativas discutidas estão o etanol, biocombustíveis, biometano, eletrificação, hidrogênio verde e combustíveis sustentáveis de aviação (SAF). A avaliação apresentada no seminário é de que cada tecnologia pode ter aplicações diferentes de acordo com o tipo de veículo e a distância percorrida.
Para veículos leves e deslocamentos urbanos, por exemplo, o etanol e os veículos elétricos aparecem como alternativas. No transporte pesado, o biometano e o hidrogênio verde foram apontados como possibilidades, enquanto a aviação e a navegação de longas distâncias demandam combustíveis com maior capacidade de autonomia.
Durante o encontro, Cervone também destacou a Lei do Combustível do Futuro como um marco regulatório voltado à eficiência energética e à redução de emissões.
O seminário reuniu representantes da indústria e especialistas para discutir os caminhos da descarbonização da mobilidade e o potencial da matriz energética brasileira, predominantemente renovável.
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