AUDIÊNCIA

Justiça solta mulher de 88 anos após injúria racial contra menina

Por Hevertom Talles | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
Imagem gerada por IA
Mulher tinha sido levada para a Cadeia do Jardim Guanabara; depois de audiência, ela foi solta
Mulher tinha sido levada para a Cadeia do Jardim Guanabara; depois de audiência, ela foi solta

A mulher de 88 anos presa em flagrante por injúria racial contra uma criança de 4 anos em um salão de beleza na região central de Franca foi solta neste sábado, 19, após audiência de custódia. O alvará de soltura foi expedido após a audiência, e ela passou a responder ao processo em liberdade.

Os motivos que levaram à soltura não foram revelados. No entanto, a mulher toma medicamentos e teve recentemente um quadro de hipertensão. Um aparelho de pressão chegou a ser levado para a cadeia do Jardim Guanabara, onde ela passou a noite após ser presa na sexta-feira, 18.

Injúria contra criança

Professora aposentada, a mulher afirmou que teria brincado com a criança ao perguntar sobre a menina para a mãe dela. “Eu não fiz por maldade”, disse a mulher em um diálogo entre as partes com a presença da Polícia Militar.

Em seguida, ela teria reafirmado a fala: “a macaquinha da sua menina que brinca e mexe, tá bem?”. Segundo a mulher, a expressão teria sido usada em tom de brincadeira.

A mãe da criança, porém, afirmou que a mulher chamou a filha de “macaca” no salão, que estava lotado de clientes. Ela também disse que já havia falado diversas vezes à mulher que não gostava das brincadeiras e que, mesmo assim, elas continuaram. Para a mãe, o episódio desta sexta-feira foi o ápice.

Ainda durante a abordagem, a mulher teria afirmado que a mãe da criança sofreria consequências por ter acionado a polícia.

“É muito ruim isso que você fez comigo, minha filha. Você ainda vai sofrer. Eu não fiz por maldade”.

A mãe respondeu que a mulher estava errada. “Tem coisas que a senhora não aprende e infelizmente a senhora vai aprender indo para a delegacia”, afirmou.

Na sequência, a mulher teria respondido: “com essa idade, eu acho muito difícil”.

Com a chegada da Polícia Militar, as partes foram conduzidas para a Central de Polícia Judiciária.

A mulher foi autuada pelo delegado Gabriel Fernando Tomás, que estava de plantão na CPJ. Ela passou por audiência de custódia, sendo acompanhada pela advogada Helena Diniz.

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Comentários

3 Comentários

  • Karina Vieira 8 horas atrás
    BRASIL!!!!!!!onde dinheiro e sobrenome compram tudo inclusive a liberdade de um crime INAFIANÇAVEL e assim sempre será.
  • Darsio 15 horas atrás
    Se nãp ficarmos atento, logo, logo a Lei Áurea vai ser revogada. O extremismo de direita está ganhando chão e esta ncentiando as pessoas a deixarem os seus armários e assumirem pontos de vista que contrariam os princípios báicos da democracia. Para elas preconceitos e outras formas de discriminação são algo mais do que natural e alimentam sim o desejo por uma sociedade de exclusão.
  • Mirlene Marques 19 horas atrás
    Nesta cidade o que mais tem é racismo mesmo sendo uma senhora de idade poderia ficar uns 5 anos presa ,sra que ela pensa que é mais do que os outros ainda mais contra uma criança é o fim mesmo