A greve dos empregados da Caixa Econômica Federal chegou ao 11º dia nesta segunda-feira, 22, em Franca e região, mantendo as agências sem atendimento presencial. A continuidade da paralisação poderá ser definida ainda nesta segunda, após votação da categoria sobre a nova proposta apresentada pelo banco.
Pela manhã, funcionários, com apoio do Sindicato dos Bancários de Franca e Região, realizaram uma manifestação em frente à agência Centro. O ato chamou a atenção de quem passava pelo local.
Apesar da mobilização, o acesso aos caixas eletrônicos permaneceu liberado.
“A manifestação aqui na porta da agência não está bloqueando o acesso. Alguns clientes que quiserem usar o autoatendimento está liberado, pode usar à vontade”, afirmou Rogério Marques, diretor do Sindicato dos Bancários de Franca e Região e assessor de comunicação da entidade.
Parte dos terminais, porém, apresenta avisos de indisponibilidade. Com menos equipamentos em funcionamento, clientes enfrentam filas para utilizar o autoatendimento.
Categoria decide se greve continua
Segundo o sindicato, a manifestação desta segunda-feira também representa um protesto contra a última proposta apresentada pelo banco.
Os trabalhadores participam de uma assembleia virtual das 11h às 18h para decidir se aceitam ou rejeitam a oferta. A expectativa é que o resultado seja divulgado no fim da noite.
“Hoje está tendo aqui na agência Centro uma manifestação dos empregados e empregadas da Caixa, eles estão em greve e o banco apresentou uma última proposta na semana passada. Então, como forma até de protesto contra a posição do banco, os funcionários resolveram fazer uma manifestação. Vamos ver depois das 18h o resultado da assembleia, se eles aprovam a nova proposta ou se recusam”, explicou Rogério.
Caso a proposta seja rejeitada, segundo ele, a paralisação será mantida. “Se recusar, a greve vai continuar”, afirmou.
Reajuste e Saúde Caixa estão em discussão
A categoria reivindica reposição integral da inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) entre setembro de 2025 e agosto de 2026, além de aumento real de 5%.
A proposta apresentada pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) prevê reajuste pelo INPC mais 0,6% de ganho real, tanto para 2026 quanto para 2027, além da renovação integral da convenção anterior.
Nas negociações específicas com a Caixa, um dos principais pontos de divergência é o custeio do Saúde Caixa, plano de saúde dos empregados. Segundo o sindicato, a proposta do banco prevê que os funcionários assumam uma parcela maior dos custos.
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