SABATINAS 2026

Tabah diz que daria 'a chave do Brasil' para Trump e quer anistia

Por Giovanna Attili | da Redação
| Tempo de leitura: 33 min
Giovanna Attili/GCN
Jornalista Corrêa Neves Jr. e o candidato a deputado estadual Alexandre Tabah (Novo)
Jornalista Corrêa Neves Jr. e o candidato a deputado estadual Alexandre Tabah (Novo)

Mega Paulista, defesa das privatizações e anistia. Essas são algumas das bandeiras defendidas pelo candidato a deputado estadual Alexandre Tabah, do Novo, durante a sabatina com Corrêa Neves Jr., jornalista do Portal GCN, promovida pelo Franca Tem Voz, iniciativa que reúne entidades, empresas e veículos de comunicação com o objetivo de defender o voto em candidatos de Franca e região nas eleições de 2026.

Durante a sabatina, Alexandre Tabah defendeu a criação da Mega Paulista, uma loteria estadual cujos recursos seriam destinados ao Estado de São Paulo, e a realização de investimentos em Franca e região. O candidato também defendeu todas as privatizações promovidas pelo governo Tarcísio de Freitas, incluindo a da Sabesp, e apoiou a redução do percentual mínimo de investimento em educação de 30% para 25%. Tabah ainda criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defendeu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e afirmou ser favorável à anistia dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro.

O Franca Tem Voz é uma iniciativa que reúne entidades, empresas e veículos de comunicação com o objetivo de estimular o voto em candidatos de Franca e região nas eleições de 2026. Idealizada em conjunto pela Acif, Cocapec, Unimed, Portal GCN e Rádio Difusora, tem apoio de entidades como CDL, Ciesp, OAB, Sebrae, Uni-Facef, Franca Basquete e Magazine Luiza, entre outras. O objetivo é fortalecer candidaturas com base eleitoral em Franca e na região, garantir a eleição de um deputado federal e ampliar a bancada de deputados estaduais na Alesp.

Vinte candidatos a estadual e federal com base eleitoral em Franca e região foram convidados para as sabatinas. Dezoito compareceram, de partidos de direita e esquerda, conservadores e progressistas, experientes e estreantes. Apenas dois faltaram: a delegada Graciela (PL) e o ex-prefeito Gilson de Souza (PSB) não compareceram às entrevistas.

A ordem de exibição e publicação das sabatinas foi definida por sorteio na presença dos candidatos ou representantes.

A sabatina com Alexandre Tabah pode ser assistida na íntegra no vídeo acima.

A íntegra pode ser também lida abaixo.

A sabatina

A transcrição da sabatina do candidato a deputado estadual Alexandre Tabah, do Novo, pode ser lida a seguir:

Corrêa Neves Jr. - Olá. Hoje, dentro da série de sabatinas que o programa Franca Tem Voz realiza com os candidatos a deputado estadual e federal que tenham base eleitoral em Franca e região, é dia de conversar com Alexandre Tabah, empresário, 58 anos, casado, três filhos. Ele quer ser representante da região na Assembleia Legislativa. Tabah, é um prazer ter você aqui. E eu começo querendo entender o que leva um empresário que já disputou uma eleição de prefeito a querer agora ser deputado estadual.
Alexandre Tabah - Primeiramente, parabéns pelo Franca Tem Voz. Você encabeçando tudo isso. É muito honroso estar participando aqui. Porque é uma maneira, igual você comentou, há dois anos atrás eu saí para prefeito, pouquíssimos votos, e agora, provavelmente, também não muitos votos. A ideia é ganhar? Lógico, sempre entra para ganhar. Pode haver uma tendência. Mas, na lógica, sem recursos financeiros, que eu não pretendo pegar um milhão de reais do bolso para pelo menos igualar com alguns candidatos a deputado estadual, devido ao fundão eleitoral, o Novo não tem. Se eu fosse deputado, votaria contra para que ninguém tivesse. Mas ele é injusto. Alguns partidos têm, e os novos não conseguem entrar, os novos candidatos. E o que me fez continuar é continuar semeando uma sementinha para que ela, daqui a mais dois anos, talvez para prefeito, talvez para vereador, mais quatro anos talvez para federal ou para estadual novamente, daqui a oito anos novamente, se eu estiver disposto. Essa eleição agora, eu só decidi participar em abril deste ano. Tanto que eu não trabalhei minhas redes sociais para atingir números, fazer um investimento bom e atingir números que me dessem um conforto para sair candidato. Eu não me preparei para essa campanha agora. Então, é tudo em cima da hora, como todo empreendedor brasileiro faz. E vamos para frente. Estou à sua disposição.

Corrêa Jr. - Mas o que te motiva?
Alexandre Tabah - Motiva eu ter um pequeno espaço de diálogo. Hoje, por exemplo, eu estou tendo o meu maior espaço para dialogar e falar das minhas ideias. A ideia, entre parênteses, principal, é tentar mostrar que a esquerda não é viável para governar, para o governo federal. Então, eu, mesmo estando para estadual, eu belisco o governo federal. Ou seja, não podemos continuar do jeito que está. O país está sendo quebrado. Eu, como empreendedor, estou perdendo muito com isso.

Corrêa Jr. - Quais são as suas principais bandeiras de campanha? O que você pretende fazer se acontecer o imponderável e você for eleito deputado estadual?
Alexandre Tabah - Aconteceu. Executivo, você é obrigado a apresentar um projeto completo de governança, principalmente para educação, segurança e saúde. Para deputado estadual, não é necessário. Agora eu tenho projetos singulares. Vou dar um exemplo de um agora: criar a Mega Paulista. Por quê? Só em Franca, hoje, nós temos em torno de 30 a 40 mil pessoas, trabalhadores CLT, que ganham até dois salários-mínimos. Eu quero pegar esse dinheiro da Mega Paulista, lançar ela, convencer o Tarcísio, se Deus quiser, convencer o secretário dele, que vai tomar conta dessa parte, apresentar o projeto, e que esse dinheiro, em torno de, a cada 15 meses, ele pode arrecadar em torno de R$ 10 bilhões. Hoje você joga na Mega-Sena, vai para a Caixa Econômica Federal o lucro. Eu não. Eu quero que esse lucro fique no Estado de São Paulo, não saia um centavo do governo federal, e que o jogo premie as pessoas até melhor do que a própria Mega-Sena, que já existe, mas essa Mega Paulista presentear todos os paulistas. É do Estado de São Paulo. 

Corrêa Jr. - Vamos lá. Então, se eu entendi, uma motivação sua é combater o governo de esquerda, o governo federal, ter um projeto para criar uma loteria no Estado de São Paulo. E que outras bandeiras? Sua atuação vai estar focada em que áreas?
Alexandre Tabah - Eu vou ter, hoje, um deputado estadual, ele pode ter 20 a 30 assessores. Eu quero abrir um concurso público, só que é da minha candidatura. Meia dúzia de assessores vão ser técnicos em fazer projetos para Franca e para toda a região. Então, tal bairro está precisando de um asfalto. Eu vou lá, faço esse projeto, apresento, levo um sapatinho, o Democrata, o Ferracini, o Rafarillo, para os meus amigos da Alesp, e etc., para o secretário, presentinho legal, café, uma bola de basquete, vamos vender Franca. E ofereço para eles, falo: “preciso desse projeto, que o asfalto dessa rua está deteriorado, dessas ruas, desse bairro, vamos resolver isso”. “Precisamos de tantas máquinas que foram lançadas na Alemanha para atender o Hospital Três Colinas. Fica em R$ 2 milhões. Vamos levar essas máquinas para o Hospital Três Colinas. O que eu preciso fazer?”. Essa meia dúzia de pessoas, eu quero que eles tenham excelência em montar o projeto e apresentar na Alesp, para o governo do Estado e para o secretário da Saúde, por exemplo, nesse caso. 

Corrêa Jr. - Candidato, a gente está enfrentando um problema sério na região com o tarifaço do governo Trump. A carne escapou, o café escapou, as frutas escaparam, mas o calçado não escapou. Entre as medidas compensatórias feitas até agora, no caso do Estado de São Paulo, basicamente foi um benefício com relação ao ICMS e não muito mais do que isso. Tem algum crédito aí do Desenvolve SP também. O que um deputado estadual pode fazer nisso? Como é que seria a sua atuação diante do tarifaço?
Alexandre Tabah - Muito simples. Aí é a opinião de um empreendedor que gosta de política, adora, é apaixonado, assiste e vê. A gente colocando no governo federal Flávio Bolsonaro ou Zema, já está solucionado. Já é zerada essa tarifa automaticamente. Isso daí, quem está provocando todo esse tarifaço chama Lula. Ele está provocando o Trump porque ele é o único vermelhinho agora na América do Sul. Não existe mais nenhum país vermelhinho. E ele está de idade já. Está, entre aspas, caduco. O que ele fala não é interessante para o Brasil. 

Corrêa Jr. - O primeiro-ministro do Canadá também está caduco. O presidente da França está caduco. A primeira-ministra de direita italiana está caduca. Caducou todo mundo?
Alexandre Tabah - Por causa do tarifaço?

Corrêa Jr. - Porque a tarifa é aplicada a todos os países, praticamente sem exceção.
Alexandre Tabah - O Brasil tem contrapartida. Por exemplo, terras raras. Para que o Lula deu para a China agora? É a notícia que eu tive.

Corrêa Jr. - O senhor está dizendo o seguinte: o senhor defendeu a tese de que nós teríamos sido tarifados porque temos um governo de esquerda.
Alexandre Tabah - De esquerda e provocativo.

Corrêa Jr. - O Trump tarifou governos altamente amistosos, como o do fronteiriço do Canadá. Aliados históricos como a Grã-Bretanha. A Itália. A França. A Espanha. Toda a Europa. Não é uma questão ideológica. É um mecanismo de dominação americano que vai para além das ideologias. O que um deputado estadual, na prática. Está aplicada a tarifa. Como é que o senhor poderia contribuir?
Alexandre Tabah - Eu acho que é muito automático. Eu estou falando sério que eu acho e eu tenho certeza que isso vai acontecer. O do Brasil vai zerar. Não tem como. Tanto o Flávio Bolsonaro quanto o Zema na Presidência da República. Nós temos contrapartida para fazer essa solução. É a minha opinião. Pode não acontecer? Pode. Só que, do jeito que está, a tendência é piorar.

Corrêa Jr. - Candidato, a letalidade policial em São Paulo dobrou em três anos, de 421 mortos em confronto com a polícia para 834. As estatísticas mostram que há uma redução da violência em contrapartida. O senhor acha que essa letalidade policial é resultado de um trabalho ou é um problema?
Alexandre Tabah - Resultado de um trabalho. Muito bem feito. Inicialmente pelo Derrite, agora ele é nosso candidato ao Senado, e espero que ele também vença.

Corrêa Jr. - Houve um grande debate em relação às câmeras corporais. O governador Tarcísio de Freitas era contrário no primeiro momento, depois ele cedeu. Agora ele elogia as câmeras corporais, só que elas não funcionam ininterruptamente, elas têm uma trava ali. Caso o senhor estivesse na Assembleia, como é que o senhor se posicionaria? O senhor é a favor ou contra?
Alexandre Tabah - Sou a favor, desde que haja uma proteção jurídica ao policial. O policial não pode ser processado porque deu um safanão no bandido. O bandido está lá, desacatando ele, cuspindo nele, vai tomar um safanão. Não tem como não tomar. Então, a câmera tem que pegar isso daí também, só que o juiz não pode pegar e tirar o distintivo do policial por esse motivo. Ele está sendo provocado porque ele sabe que ele é protegido. É “direito dos manos”, é descabido.

Corrêa Jr. - Explique melhor a sua posição, então. Mas, por exemplo, o safanão poderia, mas uma execução sumária, o senhor é contrário, por exemplo?
Alexandre Tabah - Totalmente. Jamais. Jamais se mata um ser humano por matar um ser humano. Por pior que ele seja.

Corrêa Jr. - Entendi. Então, o senhor defende uma certa flexibilização nos modos de abordagem da polícia, é isso?
Alexandre Tabah - Acho, acho que não. Matar, sou contra. Prender, sou a favor. Sou contra todos os juízes que soltam esses safados. Eles tinham que ser processados e condenados. Não aposentar com o salário total. Um juiz, eu estou falando. Esse juiz solta o bandido, esse bandido vai e mata novamente. Quem é o culpado de assassinato, para mim, é o juiz, e não o assassino.

Corrêa Jr. - Mas a lei brasileira é essa, não é o juiz que está cometendo um arbítrio.
Alexandre Tabah - Não, ele está cometendo porque lá na lei fala que o cara vai ficar 30, 40 anos preso. Por que solta?

Corrêa Jr. - Porque a lei prevê regimes de progressão de pena.
Alexandre Tabah - Não, está todo mundo fazendo igual o Alexandre de Moraes. “Ah, eu quero que esse aqui funcione, vou soltar.” Só que lá tem escrito que ele pode manter o cara preso, só que ele não mantém.

Corrêa Jr. - Ele só pode manter o cara preso mediante algumas circunstâncias. A gente pode discutir se essa lei é adequada ou não, mas não é um juiz que resolve da cabeça dele. Tem uma legislação.
Alexandre Tabah - O juiz tem que pegar esse processo e pôr lá por baixo e esperar. Esse juiz não pode soltar esse assassino, esse estuprador, não pode. Ele tem que pôr lá no fundo, chegou aqui, põe lá de novo. Espera aí gente.

Corrêa Jr. - A segunda resposta que o senhor dá, ela inova numa maneira de…
Alexandre Tabah - É uma resposta de empreendedor, tá? Não de jurista.

Corrêa Jr. - Mas quando o senhor disse, por exemplo, que a resposta não seria mudar a lei, o senhor disse aqui…
Alexandre Tabah - É que não tem necessidade, já existe a lei.

Corrêa Jr. - Então, é o que o senhor está dizendo aqui. Vamos voltar. O senhor disse que defende as câmeras corporais, mas os juízes não poderiam, a lei não poderia ser aplicada para combater o que hoje seria um excesso policial.
Alexandre Tabah - É que existe um peso…

Corrêa Jr. - Não, eu não estou fazendo juízo de valor, quero entender o seu raciocínio. O senhor está dizendo: “eu acho que aqui a lei não deveria ser aplicada”. Aí o senhor está dizendo também que, no outro caso, a lei não deveria ser exatamente aplicada. Neste caso, quando se vai para esse tipo de raciocínio, quando esse sistema se volta contra o senhor, quem o protegeria?
Alexandre Tabah - Se eu matar alguém, eu espero que eu fique preso.

Corrêa Jr. - Não, mas não é em relação a isso. O senhor está dizendo o seguinte: “eu gostaria que a lei fosse deixada para debaixo do… do pano”.
Alexandre Tabah - Vamos falar assim, então.

Corrêa Jr. - O senhor não está transferindo o arbítrio, assim, fica na mão de quem decidir, se não é a lei que está regrando?
Alexandre Tabah - Mas é que a lei fala que tem que ficar preso. Aí tem adendos da lei que fala que pode soltar, você não é obrigado a soltar.

Corrêa Jr. - Não, o regime de progressão é automático. Cada três dias trabalhar, tem um dia de remissão de pena, cada isso tem aquilo, e aí o senhor pode concordar ou não.
Alexandre Tabah - Mas você sabe que um cara de seis anos de prisão, ele fica um ano, um ano e meio.

Corrêa Jr. - Mas aí a questão não é se é certo ou errado. A questão é: muda-se isso mudando a lei. O senhor está dizendo: “nós precisamos mudar a lei. Deixa aí o juiz botar…”. Vamos imaginar que um empresário, num contencioso qualquer, que ele sabe que está certo e ele ganha um processo. Imagina se o juiz resolve fazer a mesma coisa? “Não, bota embaixo aqui que eu não quero pagar esse cara, vai ficar para o fim da vida.” Quando o senhor tira da lei e o senhor coloca no arbítrio da pessoa, não piora?
Alexandre Tabah - Sim, mas eu prefiro já usar as leis e talvez tirar algumas que estão atrapalhando, porque já tem muita lei para isso. Vamos ser um pouquinho mais radical. Eu sou a favor do que o Bukele fez no país dele. Entendeu? Prende todo mundo, sem direito a saidinha…

Corrêa Jr. - É, mas é a lei dele, ele não inventou uma outra lei. Ele criou um sistema legal…
Alexandre Tabah - Eu não sou pro federal, mas, se tivesse isso aí, eu seria a favor. Crime hediondo, corrupção também entraria.

Corrêa Jr. - O hospital de Franca, o estadual de Franca, abriu em maio, com 115 leitos, aí promessa de chegar… Abriu com um pouco menos, né? Está com 115, deve chegar a 220 até o final do ano, começo do ano que vem. O senhor pretende fiscalizar essa entrega? Como é que o senhor vê esse problema das vagas de internação em Franca? O que o senhor propõe?
Alexandre Tabah - O Hospital Estadual Três Colinas, Santa Casa e o grupo Santa Casa, incluindo o Hospital do Coração, do Câncer, todos esses, eles têm que ser equipados, entregues, têm que ter médico à vontade, de todas as especialidades, e zerar a fila de espera. O que eles precisam para isso? É verba? É médico? Vamos resolver. Vou ser crítico? Vou. Se na parte administrativa tiver muito rei, muito rei, rei de R$ 100 mil por mês, rei de R$ 200 mil por mês, o rei que fica lá, acho que tem que ter um rei, e o rei põe todo mundo para trabalhar. O resto tem que ser médico, enfermeira, enfermeiro, atendentes, ali para trabalhar. Então, eu sou ainda um crítico grande a supersalários para esses dois órgãos, por exemplo.

Corrêa Jr. - Santa Casa e Hospital Estadual.
Alexandre Tabah - Isso.

Corrêa Jr. - A Assembleia aprovou, em primeiro turno, a redução do mínimo da educação, investimento obrigatório de 30%, aprovou 25%, que o governador disse que não precisa ser 30%, pode ser um pouco menos. Isso liberou R$ 10 bilhões do caixa do governo do Estado. Caso o senhor seja eleito deputado estadual, o senhor votaria com o governador ou votaria contrário nesse caso?
Alexandre Tabah - Ele está tirando do…

Corrêa Jr. - 5% de investimento obrigatório em educação.
Alexandre Tabah - Eu acho que eu ia com o governador. O que ele fizer, eu estou com ele.

Corrêa Jr. - Então, o senhor votaria pela redução de investimento na educação?
Alexandre Tabah - O Partido Novo está junto com ele. Se ele achar que isso é viável e que o valor de 25% é o suficiente, eu estou com ele. Estou perdendo milhões de votos, entre aspas? Maravilha, sem problema nenhum.

Corrêa Jr. - Escola cívico-militar, o senhor é a favor ou contra?
Alexandre Tabah - Totalmente a favor e quero implantar em Franca, quero trazer verba para isso e empreendedorismo também. Por exemplo, eu sou empreendedor. Eu posso dar uma hora por semana de cortesia para qualquer escola que a prefeitura quiser, se for municipal ou estadual. Então, eu vou dar uma hora para qual ano e tal, vou preparar uma aula e dou nessa escola, depois dou nessa classe e assim por diante. E, assim como eu, eu consigo 100 empreendedores gratuitamente para dar essa aula de empreendedorismo.

Corrêa Jr. - Candidato, todas as privatizações de empresas públicas do Estado de São Paulo passam pela Assembleia. Das que já foram privatizadas, Sabesp, EMAE, parte da CPTM, em qual o senhor votaria a favor? Existe alguma que o senhor votaria contra?
Alexandre Tabah - Independente do que seja a empresa estatal, eu votaria a favor da privatização, enxugar o Estado, fazer o que o Zema fez em Minas Gerais, fazer sobrar dinheiro. Ele saiu, os trabalhadores do governo do Estado lá estavam sem salário, sem 13º, sem férias, sem nada. Ele terminou os oito anos dele, sete anos e pouco, ele pagou todo mundo e hoje todo mundo recebe em dia. Por quê? Porque ele eliminou o PT do governo do Estado.

Corrêa Jr. - Os críticos do governador Zema dizem que os números que ele apresenta são mentirosos. Que, na verdade, ele conseguiu, graças à ajuda federal, em sucessivos mandatos, não apenas do Lula, mas antes dele também do Bolsonaro, que permitiram o hiper-endividamento de Minas Gerais. Razão pela qual ele tem um dos maiores déficits do Brasil. O senhor não acha que isso é uma preocupação?
Alexandre Tabah - A preocupação é assim: o PT quebrou o Estado, ele arrombou o Estado. Como que eu vou contra alguém que consertou o Estado? Então, é falácia de esquerdista, não é real. A gente trabalha com números reais. Outra, o Estado de São Paulo, a cada R$ 100 que ele manda para Brasília, R$ 100, volta R$ 10. Minas Gerais, se eu não me engano, vai R$ 100, volta R$ 50. Quem rasga dinheiro é o federal, tá?

Corrêa Jr. - Se o governador de Minas tivesse feito um governo tão exuberante assim, o senhor não acha que ele lideraria a disputa presidencial? Pelo menos no seu Estado, por exemplo, o Caiado aparece em primeiro lugar nas pesquisas de voto em Goiás. O Zema aparece em terceiro ou quarto lugar. O mineiro também não conseguiu enxergar?
Alexandre Tabah - Vamos falar diferente. Mas como que ele foi reeleito no primeiro turno?

Corrêa Jr. - É isso que eu estou perguntando para o senhor. O senhor está dizendo que ele… A gente pode dizer, na mesma lógica do senhor, por exemplo, que o PT foi reeleito várias vezes.
Alexandre Tabah - Pode.

Corrêa Jr. - O Gilmar Dominici foi reeleito em Franca.
Alexandre Tabah - Sem dúvida nenhuma, fez um bom primeiro governo.

Corrêa Jr. - Isso, necessariamente, não quer dizer muita coisa. Apenas dizer o que acontece. A direita, a esquerda, centro, progressista, conservador. Só para entender a sua lógica: o Zema, se a sensação do mineiro ao final do seu segundo mandato fosse de tanta aprovação, ele não deveria aparecer em uma pesquisa em primeiro lugar?
Alexandre Tabah - Quem está em primeiro lugar? Minas, por exemplo?

Corrêa Jr. - Minas está dividido, está empate técnico.
Alexandre Tabah - Está o Lula e Flávio?

Corrêa Jr. - Flávio, Lula, Lula e Flávio.
Alexandre Tabah - Entendeu? Por quê? Porque está polarizado.

Corrêa Jr. - Mas em Goiás…
Alexandre Tabah - O Caiado está em primeiro?

Corrêa Jr. - Caiado está em primeiro.
Alexandre Tabah - Entendi. Está na frente do Flávio e do…?

Corrêa Jr. - Sim.
Alexandre Tabah - Maravilha.

Corrêa Jr. - É disparado.
Alexandre Tabah - Então, realmente, o pessoal não comprou ele para a Presidência por causa da polarização.

Corrêa Jr. - Candidato, então, o eventual governador do Estado poderia contar com o seu voto para toda e qualquer privatização que desejasse fazer.
Alexandre Tabah - É. A que não vender, fecha a porta.

Corrêa Jr. - Vamos lá. Fala-se muito em obras, de todo tipo de obra, e deputados gostam de mandar dinheiro para obras, para coisas inauguráveis, mas pouco para custeio. O senhor priorizaria para onde os seus investimentos? Para obras ou para custeio?
Alexandre Tabah - Eu, como administrador, empreendedor, primeiro eu me preocupo com o custeio e depois com a obra. Por quê? O custeio é aquilo que eu estava te falando. Se eu ver em qualquer parte de Franca e de toda a região que necessite de verba para custeio e não está tendo desperdício de dinheiro público, eu vou votar sempre para o custeio, não para a obra. Porque eu sou administrador. Não tem como eu parar de pagar meu peão que está levantando a minha obra no dia a dia, que está fazendo, que está administrando, não tem como.

Corrêa Jr. - Franca vai receber mais de R$ 100 milhões para saneamento, mas agora, recentemente, 30 bairros ficaram sem água. A população ficou muito irritada com a privatização da Sabesp e tem muita gente que critica a qualidade do serviço nesse momento e o valor da tarifa. Como é que o senhor responde a essas críticas que se fez à privatização da Sabesp, que o senhor defende?
Alexandre Tabah - A crítica não é construtiva, é a crítica de quem quer o poder, é a crítica da esquerda. Na verdade, há 30 anos, para trás, a perfeição da esquerda era a crítica. Ela descobria tudo e fazia todos os governadores, presidentes, prefeitos trabalharem bem. A esquerda já foi muito boa para o Brasil, só que ela foi para o poder e quis e quer matar a galinha dos ovos de ouro.

Corrêa Jr. - Que é?
Alexandre Tabah - O governo esquerdista gosta tanto de corrupção, ele é tão vidrado nisso, que, se houver necessidade, ele mata a galinha dos ovos de ouro para ver se tem ovo lá dentro. Ele não tem paciência de esperar ela botar. Então, eles partem muito para esse lado.

Corrêa Jr. - Mas as críticas estão sendo feitas pela população. A população, de modo geral, a de Franca, por exemplo, se indignou com a privatização da Sabesp, não é uma população de esquerda.
Alexandre Tabah - Então, vou chegar nisso, vou te explicar.

Corrêa Jr. - Me explique.
Alexandre Tabah - Comércio da Franca, GCN, Sampi, Difusora, você é o líder de audiência aqui. A partir do momento que você bate na Sabesp e com argumentos e não tem a contrapartida da defesa, a população vai com você.

Corrêa Jr. - Mas eu…
Alexandre Tabah - Você é forte.

Corrêa Jr. - Mas eu não estou entendendo. Assim, eu não fui…
Alexandre Tabah - Você é a Rede Globo da Franca.

Corrêa Jr. - Mas nós não fizemos críticas específicas à privatização da Sabesp…
Alexandre Tabah - Mas ninguém escutou crítica se não for no seu portal.

Corrêa Jr. - Nós trouxemos posição de pessoas diferentes, de quem defendia… entrevistei o governador Tarcísio de Freitas quatro vezes. Ele explicou os argumentos dele. Houve gente que criticou o deputado Guilherme Cortez, por exemplo. Houve gente que defendeu. A deputada de Franca, no pleno exercício do seu mandato, a delegada Graciela, de direita, que votou contra a privatização da Sabesp. Eu acho que o senhor, às vezes, coloca como uma coisa só de esquerda e direita. Nós estamos falando aqui de outra coisa. A população, quando ela não percebe, o senhor responde. O senhor acha que a população não entendeu ainda os benefícios da Sabesp?
Alexandre Tabah - Se a empresa equatoriana não estiver respondendo às necessidades que o governo do Estado quer para a Sabesp…

Corrêa Jr. - Mas, na sua opinião, ela está respondendo?
Alexandre Tabah - Hoje está. Para mim, nunca faltou água. Tenho chácara no Recanto Fortuna.

Corrêa Jr. - Está tudo certo?
Alexandre Tabah - É a última chácara do local. Tem água lá também. Esses 30 bairros em que faltou água, sempre aconteceu isso em Franca.

Corrêa Jr. - Então, o senhor acha que não é um reflexo da privatização, de nada disso?
Alexandre Tabah - Não, acho que não. Acho que o reflexo é somente da crítica.

Corrêa Jr. - Na sua opinião, o Brasil passou por uma tentativa de golpe de Estado ou não? E por quê?
Alexandre Tabah - Foi planejado. Vamos pegar isso daqui, chama o Exército, tem a lei lá que pode colocar. Ou seja, não é golpe. Eles podiam fazer um nome forte lá, que eu esqueci agora, mas para Estado de alguma coisa.

Corrêa Jr. - Estado de defesa.
Alexandre Tabah - Obrigado. Talvez seja isso. Estado de defesa porque a população não quer. A população lotou a…

Corrêa Jr. - Praça dos Três Poderes?
Alexandre Tabah - Não a Praça dos Três Poderes, antes.

Corrêa Jr. - Os quartéis?
Alexandre Tabah - A Avenida Paulista, os quartéis e tudo. Eu realmente não queria que o PT voltasse. Eu sabia que ia ser roubado, e não foi roubado na urna. Mas você chegava numa favela para votar, ou você votava no Lula, ou você morria. Você não tinha escolha. Tanto que tem um monte de defunto que votou também. Então, o que saiu na urna está correto. Só que, do jeito que foi feito, não.

Corrêa Jr. - Mas o senhor defende o não respeito do resultado da urna?
Alexandre Tabah - Foi roubado. Eu não estou te falando que o Alexandre de Moraes roubou a eleição a partir do momento que não deixou sair no programa…

Corrêa Jr. - Mas aí de novo, qual vai ser… Assim, então, quem ganha na urna pode não levar. O senhor acha que é normal?
Alexandre Tabah - Se for roubado, não.

Corrêa Jr. - Então, o senhor…
Alexandre Tabah - Eu te explico onde foi roubado.

Corrêa Jr. - O senhor disse que teve uma tentativa de golpe de Estado.
Alexandre Tabah - Não, tentativa atendendo a população francana. Francana não, brasileira.

Corrêa Jr. - Quando o vencedor não é empossado, é golpe de Estado. Não existe outro nome para isso. O senhor pode defender o golpe de Estado.
Alexandre Tabah - Não.

Corrêa Jr. - É um golpe de Estado.
Alexandre Tabah - A partir do momento, não precisava nem ter tido eleição. O Bolsonaro tinha que ter adiado a eleição.

Corrêa Jr. - Mas não pode. A Constituição não permite o adiamento da eleição.
Alexandre Tabah - Permite a partir do momento que você pega a votação de todo mundo.

Corrêa Jr. - Não permite.
Alexandre Tabah - Tudo é permitido. Olha o que o cara faz hoje com a Constituição. Ele rasgou ela.

Corrêa Jr. - Aí o senhor pode criticar, e é legítimo. Mas, na Constituição, o mandato tem começo e tem fim. Não pode nem adiar a eleição. Então, não permite. Não existe mecanismo constitucional para dizer “nós não respeitamos o resultado e vamos continuar”. O nome que se dá a isso é golpe de Estado. O que é um golpe de Estado? Quando você não reconhece, diz lá na porrada, “eu vou ficar”. Isso é um golpe de Estado. O senhor não só diz que houve uma tentativa de golpe de Estado, como o senhor lamenta que ele não tenha dado certo, é isso?
Alexandre Tabah - O golpe de Estado, não. Mas o Estado de Defesa, para tirar os corruptos, não deixar eles pegarem o governo, sim, eu lamento.

Corrêa Jr. - É… Só me explica a diferença.
Alexandre Tabah - Eu sou contra o golpe, tá? Totalmente contra.

Corrêa Jr. - Tá, mas assim…
Alexandre Tabah - O golpe foi o Lula estar no governo federal.

Corrêa Jr. - Mas eu preciso entender a sua lógica.
Alexandre Tabah - Eu não sou jurista. Eu só estou te falando o que eu sinto no meu coração. Nós estamos sendo roubados todos os dias.

Corrêa Jr. - Mas vamos esquecer então quem está lá. Assim, olha. O senhor está dizendo que o senhor acha legítimo que um presidente A diga: “Eu não gostei que o candidato B ganhou e não vou passar o poder para ele.”
Alexandre Tabah - A partir do momento que ele tem as provas que existe um ministro careca…

Corrêa Jr. - Mas não houve nenhuma prova.
Alexandre Tabah - Eu estou te dando as provas aqui.

Corrêa Jr. - Qual a prova? Onde aconteceu isso que você está falando?
Alexandre Tabah - Não deixou ele fazer live da casa dele. Não deixou ele passar o velório da rainha da Inglaterra. Não deixou nada que ele pudesse fazer, coisas legais que o outro faz e samba em cima de todo mundo. Só tem 1.400 presos, só de direita. De onde você está achando que está justo isso?

Corrêa Jr. - É porque foi a direita que tentou dar um golpe. Não foi a esquerda.
Alexandre Tabah - Quem deu o golpe foi a esquerda. Eu estou deixando claro para você isso. A partir do momento que tem 50 milhões de habitantes que são obrigados a votar na esquerda. Senão, o PCC e o CV matam eles.

Corrêa Jr. - Você acha que as pessoas votaram no Lula porque foram obrigadas?
Alexandre Tabah - Certeza absoluta. Sem dúvida nenhuma. Não tenho dúvida disso. Na Bahia e estados do Nordeste, mais ainda. As pessoas não tiveram direito de votar em quem elas queriam. Os mesários fizeram os complôs. Foram metendo voto no Lula. Foi muito roubado. É muito claro para mim isso.

Corrêa Jr. - Entendi.
Alexandre Tabah - O Barroso recebeu milhões ou bilhões, o Usaid, para tirar o poder do Bolsonaro. Você acha isso justo? A esquerda americana comprar a esquerda brasileira para não deixar a direita continuar?

Corrêa Jr. - O senhor tem uma capacidade de olhar as coisas de uma maneira muito peculiar. O ministro Kassio Nunes Marques, que é indicado pelo Bolsonaro e preside as eleições este ano, ressaltou recentemente a beleza da democracia brasileira, a segurança do sistema de votação e a lisura das urnas. Ele está comprado pelo sistema também?
Alexandre Tabah - Ele está comprado pelos colegas dele. O único que não é comprado até hoje chama André Mendonça. Só tem um, nós temos um.

Corrêa Jr. - Nós devemos temer a eleição porque, nesse complô que o Kassio Nunes Marques…
Alexandre Tabah - Ele vai ser isento.

Corrêa Jr. - Mas ele acabou de dizer que a eleição foi justa.
Alexandre Tabah - A outra? Porque era o Alexandre que estava…

Corrêa Jr. - Não, quem disse foi o Kassio Nunes Marques.
Alexandre Tabah - Que ela foi justa?

Corrêa Jr. - Ele disse que o processo eleitoral foi correto, serve de exemplo…
Alexandre Tabah - A minha opinião é que ele está mentindo.

Corrêa Jr. - Então, o senhor acha que ele pode ser que faça parte desse complô?
Alexandre Tabah - Ele vai ficar isento. Para jogar nos dois times.

Corrêa Jr. - Ele joga nos dois times. Vamos lá. Eu imagino então que, por óbvio, o senhor defenda a anistia de todo mundo.
Alexandre Tabah - 100%.

Corrêa Jr. - Ampla, geral e irrestrita. Todo mundo envolvido ali.
Alexandre Tabah - E outra, eu já colocaria aí…

Corrêa Jr. - E aí os que depredaram também?
Alexandre Tabah - Eu já colocaria aí, para perdoar o Alexandre de Moraes, o Toffoli… Eu já colocaria tudo, zerava e começaria um país justo novamente. Então, eu zeraria até eles. Que eles, se fossem condenados… E vão ser. Provavelmente o Trump vai vir buscar eles.

Corrêa Jr. - O senhor defende uma intervenção militar americana no Brasil?
Alexandre Tabah - Eu defendo que o Trump busque, de um jato maravilhoso, Lula e Alexandre de Moraes.

Corrêa Jr. - O senhor acha que seria uma solução os Estados Unidos entrarem aqui?
Alexandre Tabah - O cara está arregaçando o nosso país. Então, o Maduro acabou com a Venezuela. Fizeram isso com ele. Eu considero eles narcoestado, donos do país hoje. Então, eu sou a favor.

Corrêa Jr. - Só para entender… O senhor não teme que eventualmente alguém que use desse princípio de entrar na casa dos outros, tomar o que não lhe pertence e ir embora, uma hora se volte contra o senhor? O senhor não tem a quem recorrer.
Alexandre Tabah - Isso já está acontecendo no país inteiro. Você é roubado todos os dias. Roubam o seu celular para tomar cervejinha.

Corrêa Jr. - Mas não é isso. Nós estamos falando de uma potência… Nós não estamos falando de crime. Nós estamos falando de uma potência estrangeira…
Alexandre Tabah - Meu amigo, se eu pudesse, eu dava a chave do Brasil para o Trump: “O que você quer fazer aqui?”.

Corrêa Jr. - O senhor acha que essa é a solução para o Brasil?
Alexandre Tabah - Ajudaria muito. A capacidade do brasileiro é muito pequenininha.

Corrêa Jr. - O senhor está dizendo que o brasileiro tem pouca capacidade?
Alexandre Tabah - Daqui uns 100 anos pediria novamente… “Não, agora vamos gritar o grito da independência novamente”.

Corrêa Jr. - Então, o senhor é um revolucionário, realmente.
Alexandre Tabah - Pode ser.

Corrêa Jr. - Então, o senhor está dizendo o seguinte: que a solução para o Brasil é virar uma colônia dos Estados Unidos, um Estado americano.
Alexandre Tabah - Seria maravilhoso. Você imagina podendo ir para os Estados Unidos e voltar sem nada.

Corrêa Jr. - O senhor juraria a bandeira dos Estados Unidos?
Alexandre Tabah - Junto com a do Brasil, assim.

Corrêa Jr. – Juraria?
Alexandre Tabah - Sem dúvida nenhuma.

Corrêa Jr. - Candidato, vamos lá. Nós temos que ir para a parte…
Alexandre Tabah - Já da China, da Coreia do Norte, não. Deixando claro que não.

Corrêa Jr. - Da Arábia Saudita também não?
Alexandre Tabah - Meus primos lá, lógico. Gente boa.

Corrêa Jr. - Então, se é uma ditadura de direita, pode. Não pode a ditadura de esquerda.
Alexandre Tabah - Todo mundo vive bem lá. A ditadura de direita, você vê a diferença. Coreia do Norte, escravos. Venezuela, escravos. Cuba, escravos. Arábia Saudita, todo mundo… Você sabia que, se você roubar um celular lá, eles te cortam a mão?

Corrêa Jr. - Você sabia que, se o senhor for gay lá, o senhor pode ser executado?
Alexandre Tabah - Sem problema nenhum.

Corrêa Jr. - O senhor defende esse tipo de coisa?
Alexandre Tabah - Não, mas fica enrustido. Seja gay lá, enrustido. Aqui no Brasil pode, maravilha. Vamos fazer festa.

Corrêa Jr. - Candidato, vamos para o pinga-fogo. Eu vou fazer algumas perguntas para o senhor responder se é a favor ou contra e, no máximo, uma definição curta, tá? Para ser bem rapidinho aqui. Então, a primeira o senhor já respondeu, mas vamos lá. Anistia ampla ao 8 de janeiro.
Alexandre Tabah - 100%.

Corrêa Jr. - Sim, o senhor é a favor. Voltar a vincular 30% da verba da Receita de Educação no Estado, o senhor é contrário, né?
Alexandre Tabah - Vou junto com o Tarcísio.

Corrêa Jr. - O Tarcísio é quem reduziu. Escolas cívico-militares na rede estadual?
Alexandre Tabah - A favor, desde que os pais não sejam obrigados a colocar os seus filhos em escola cívico-militar. Sejam livres e não em todas as escolas.

Corrêa Jr. - Mas seja uma opção, né?
Alexandre Tabah - Uma opção, isso.

Corrêa Jr. - Câmera corporal gravando o tempo todo nos PMs?
Alexandre Tabah - Sou a favor, desde que haja proteção jurídica aos policiais.

Corrêa Jr. - Mais privatizações no governo do Estado?
Alexandre Tabah - Todas.

Corrêa Jr. - Todas? O senhor votaria a favor de todas. Praça de pedágio em rodovias a serem duplicadas?
Alexandre Tabah - Sou a favor do pedágio e contra; vou entrar com o projeto também; para extinguir o IPVA. E vou brigar por isso e tentar arranjar a verba em outro lugar para substituir o IPVA. O Estado de São Paulo tem que ser zero.

Corrêa Jr. - Votação nominal obrigatória para o caso de concessão de benefícios fiscais, ou seja, saber como está votando cada deputado.
Alexandre Tabah - Aberto. Tem que aparecer o nome de todo mundo.

Corrêa Jr. - Salários acima do teto constitucional no serviço público?
Alexandre Tabah - 100% contra.

Corrêa Jr. - Reforma administrativa mexendo na estabilidade do servidor?
Alexandre Tabah - Sou a favor.

Corrêa Jr. - Reduzir a estabilidade.
Alexandre Tabah - A estabilidade, eu acho que ela destrói um Brasil empreendedor. Por quê? Porque você tem que sustentar, às vezes, um funcionário que não te dá um resultado bom.

Corrêa Jr. - E o Estado laico, o senhor é a favor ou contra?
Alexandre Tabah - Laico é livre, né?

Corrêa Jr. - Isso.
Alexandre Tabah - 100% livre, mas livre assim, de ponta a ponta.

Corrêa Jr. - É, no caso de religiões, o Estado não tem uma religião, ele permite que o cidadão tenha…
Alexandre Tabah - Não, não. Pode continuar falando que é católico, igual quando eu era criança, era isso que eu escutava. Hoje eu sou um católico espírita, vamos dizer assim. Muita gente é contra isso, “você tem que tomar uma decisão”. Eu falo: “não, tá bom, eu sou o católico espírita”.

Corrêa Jr. - Candidato, o senhor tem um minuto para suas considerações finais.
Alexandre Tabah - Obrigado, Júnior. Parabéns Acif e a todos pela entrevista, um bate-papo legal, leve, tranquilo. Tentei responder ao máximo possível. E peço que, nessas eleições, deputado estadual, pelo Novo, Alexandre Tabah, número 30020, por favor, mantenha seu voto em Franca. Tanto os deputados estaduais, pode ser a delegada Graciela, pode ser a Flávia Lancha, temos outros candidatos também, que seja um pouquinho de centro, centro-direita, no mínimo, tá? Eu sou o único de direita, realmente, a deputado estadual. E, para federal, a mesma situação. Tem deputado pelo Novo, que é o Sidney Elias, tem o João Rocha, tem o Guilherme Ubiali, tem a Cynthia. O Gilson está num partido de esquerda, eu fico meio inconformado, mas é um cara 100% também. E vamos manter o voto em Franca. Fazer Franca, no mínimo, um deputado federal e pelo menos dois estaduais. E peço voto para o Derrite e Ricardo Salles para o Senado.

Corrêa Jr. - Muito obrigado, candidato. Boa sorte na sua campanha.
Alexandre Tabah - Valeu.

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