PEDIDO DE JUSTIÇA

PMs acusados de matar sargento de Franca são julgados nesta terça

Por Hevertom Talles | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Rullian Ricardo, Francisco Carlos Laroca Junior e Fabiano Rizzo
Rullian Ricardo, Francisco Carlos Laroca Junior e Fabiano Rizzo

O Tribunal de Justiça Militar de São Paulo realiza nesta terça-feira, 15, a audiência de instrução e julgamento dos dois policiais militares acusados pela morte do sargento francano Rullian Ricardo Adrião da Silva, de 40 anos. A sessão está marcada para as 14h, na sede do tribunal, em São Paulo.

Rullian foi morto a tiros em 5 de abril de 2023, dentro da 4ª Companhia do 46º Batalhão da Polícia Militar Metropolitano, na região do Ipiranga. Ele foi atingido por disparos no pescoço e no tórax e chegou a ser socorrido pelo helicóptero Águia, mas não resistiu.

Respondem ao processo o então capitão, atualmente major, Francisco Carlos Laroca Junior, e o cabo Fabiano Rizzo. Segundo denúncia apresentada pelo Ministério Público Militar, os dois são acusados de homicídio qualificado e fraude processual.

Relembre o caso

Inicialmente, os policiais afirmaram que Rullian teria sacado uma arma durante uma discussão relacionada à escala de trabalho e apontado o armamento contra os colegas. Segundo essa versão, Laroca efetuou três disparos e Rizzo fez outro. A defesa sustenta que os agentes agiram em legítima defesa.

As investigações, porém, levantaram questionamentos sobre a dinâmica apresentada inicialmente. A Corregedoria analisou imagens das câmeras corporais dos policiais, enquanto a posição do corpo de Rullian e da arma encontrada no alojamento também passou a ser investigada. O Ministério Público Militar e a família do sargento sustentam uma versão diferente para a morte e apontam elementos que, segundo a acusação, afastariam a hipótese de legítima defesa.

Rullian era de Franca, tinha cerca de 17 anos de carreira na Polícia Militar e havia trabalhado na 5ª Companhia, responsável pela região Norte da cidade. Ele estava em São Paulo para realizar o curso de formação de sargentos, concluído poucos meses antes de sua morte. A família afirma ainda que o policial teria descoberto um suposto esquema envolvendo jogos de azar e policiais militares e, desde o crime, cobra responsabilização dos envolvidos.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários