FRIEZA E TALENTO

Francano de 16 anos dá cavadinha e decide Mundial para Athletico

Por N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Francano José Henrique, com o troféu de campeão Mundial de Clubes
Francano José Henrique, com o troféu de campeão Mundial de Clubes

Com uma cavadinha de rara frieza e categoria, o francano José Henrique entrou para a história do Athletico Paranaense, aos 16 anos. Foi do pé do meia, morador do Parque Progresso, na zona sul de Franca, o pênalti que garantiu o título do Mundial de Clubes Juvenil Sub-17 de 2026, nessa quarta-feira, 9, no Estádio El Arcángel, em Córdoba, na Espanha.

Com passagens pelas escolinhas de Franca, do Dente de Leite e do Boca Juniors, José Henrique está há quatro temporadas no Athletico-PR. Ele também integra as categorias de base da Seleção Brasileira. Assinou seu primeiro contrato profissional com o clube paranaense na semana passada, antes da viagem para o Mundial, e já é considerado uma joia do futebol brasileiro.

Após a conquista, o jovem talendo do Furação usou as redes sociais postando imagens de sua cobrança e comemoração com o troféu. "Só tenho a agradecer a Deus por todas as oportunidades. Fizemos história mais uma vez”, escreveu.

A competição reuniu 12 equipes, com São Paulo e Athletico representando o Brasil. Na final, o Furacão empatou por 1 a 1 com o Racing, da Argentina, no tempo normal, e venceu por 4 a 3 nos pênaltis. O Racing amargou o vice pelo segundo ano consecutivo - em 2025, perdeu a final para o Barcelona.

Com a conquista, o clube paranaense entra para uma seleta lista de campeões brasileiros que inclui Corinthians (três títulos), São Paulo (dois) e Palmeiras (dois). O histórico da competição também ostenta troféus de potências mundiais como Real Madrid, Barcelona, Atlético de Madrid, Boca Juniors e River Plate.

O jogo

O Athletico abriu o placar com Gustavo Guedes, após cruzamento de Artur Monteiro. O Racing pressionou até empatar com Román González, pouco depois de Bruno Gabriel salvar uma bola em cima da linha.

Nos pênaltis, o goleiro Arthur Sehn defendeu a cobrança de Alfonso e colocou o Furacão em vantagem. Marcos Pesseti teve o chute defendido, mas Bryan, Léo Cerci, Bruno Gabriel e José Henrique converteram. Coube ao francano a última cobrança, com cavadinha, para fechar a série. Na sequência, Ahumada acertou a trave e confirmou o título rubro-negro.

Campanha invicta

O Athletico foi campeão invicto, com cinco vitórias em seis jogos no tempo normal:

  • Athletico 5 x 1 Wolverhampton
  • Córdoba 2 x 4 Athletico
  • Athletico 3 x 0 Real Madrid
  • Athletico 2 x 1 Sporting
  • Athletico 3 x 0 São Paulo
  • Athletico 1 (4) x (3) 1 Racing – final

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