A Novo Nordisk voltou a disponibilizar nesta terça-feira (1º) a compra online de medicamentos para diabetes e obesidade por meio do NovoCare Farmácia. O canal, que havia sido suspenso poucos dias depois de sua estreia em julho, retorna com um modelo reformulado: além da operação realizada em parceria com a AS Medicamentos, a plataforma passa a integrar farmácias parceiras. A compra continua condicionada à apresentação de receita médica válida e ocorre de forma digital.
A primeira versão do serviço havia sido estruturada para permitir que consumidores de todo o país adquirissem os medicamentos diretamente pela internet. A AS Medicamentos ficou responsável pela operação comercial, incluindo venda, logística e faturamento. Após aproximadamente duas semanas, a Novo Nordisk interrompeu temporariamente o projeto para avaliar a experiência inicial e ajustar o formato de distribuição.
Com a retomada, o NovoCare Farmácia passa a combinar a operação própria com uma rede de estabelecimentos integrados ao sistema. A plataforma permite que o paciente envie e tenha a prescrição validada digitalmente antes de concluir a compra. O serviço também está conectado ao NovoDia, programa de suporte ao paciente da farmacêutica, ampliando a integração entre aquisição do medicamento e acompanhamento oferecido pela companhia.
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Mercado de medicamentos
A mudança acontece em um momento de forte expansão da procura por medicamentos da classe dos agonistas de GLP-1, impulsionada principalmente pelo interesse em tratamentos contra obesidade e diabetes. No portfólio da Novo Nordisk estão medicamentos como Ozempic, Wegovy e Rybelsus, que possuem indicações e formas de administração diferentes. A empresa afirma que o novo canal foi estruturado para facilitar a jornada de pacientes que já possuem indicação médica para o tratamento.
Outro movimento da companhia ocorre nos Estados Unidos, onde a Novo Nordisk testa doses menores do Wegovy em comprimido. O estudo envolve mais de 400 participantes e busca avaliar os efeitos de doses inferiores à atualmente aprovada como manutenção. A pesquisa pode ajudar a empresa a entender se diferentes níveis de dose poderiam oferecer maior flexibilidade aos pacientes, embora a versão em comprimido ainda não esteja aprovada no Brasil.
Por aqui, além da expansão do mercado, a farmacêutica enfrenta o avanço das vendas realizadas fora dos canais oficiais. Dados da Euromonitor citados pela empresa indicam que o uso de medicamentos GLP-1 no Brasil alcança 5,5% da população, acima da média global de 3,7%. Segundo a mesma referência, aproximadamente metade das vendas desses produtos no país teria origem em fontes não rastreadas, cenário que aumenta a preocupação com procedência, armazenamento e segurança dos medicamentos.
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