RACISMO

Justiça torna ré idosa acusada de injúria racial em Franca

Por Hevertom Talles | da Redação
| Tempo de leitura: 1 min
Ariane Jud/Arquivo/GCN
Mulher vítima de injúria racial chega à CPJ de Franca
Mulher vítima de injúria racial chega à CPJ de Franca

A Justiça de Franca aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo contra Sônia Aparecida Dias Ávila, de 69 anos, acusada de injúria racial contra uma funcionária da fiscalização da Área Azul. Com a decisão, a idosa passa oficialmente à condição de ré no processo criminal.

A decisão foi proferida pelo juiz Ewerton Meirelis Gonçalves, da 2ª Vara Criminal de Franca, no último dia 5 de agosto.

Ao analisar o caso, o magistrado entendeu que a denúncia apresentada pela 6ª Promotoria de Justiça de Franca atende aos requisitos legais e que há indícios suficientes para o prosseguimento da ação penal.

“Recebo a denúncia ofertada contra Sonia Aparecida Dias Avila”, registrou o juiz na decisão.

Acusação envolve ofensa racial durante fiscalização

O caso aconteceu no dia 6 de julho, durante uma abordagem relacionada ao estacionamento rotativo. Conforme a denúncia, Sônia teria se desentendido com a agente após ser orientada a pagar um valor excedente da Área Azul.

Durante a discussão, segundo o relato da vítima, a idosa teria feito uma ofensa de cunho racial e dito: "Tinha que ser preta mesmo".

A funcionária também afirmou à polícia que Sônia tentou deixar o local com o veículo, mesmo após ser orientada a aguardar. A Polícia Militar foi chamada e conduziu as duas, além de testemunhas, até a Central de Polícia Judiciária.

Sônia foi presa em flagrante por injúria racial e ficou à disposição da Justiça. No dia seguinte, foi colocada em liberdade com medidas cautelares e passou a responder ao caso em liberdade.

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