A Polícia Civil do Distrito Federal identificou grupos que planejavam ataques contra políticos e prédios públicos em Brasília neste ano de 2026. Segundo a investigação, os integrantes discutiam a fabricação de explosivos, ataques violentos e ações contra instituições.
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As conversas corriam em dois grupos no Telegram. "Vocês deveriam listar os principais alvos para garantir o sucesso da revolução", dizia uma das mensagens. O maior reunia mais de 600 pessoas, enquanto um grupo restrito tinha 46 integrantes e compartilhava instruções para a fabricação de explosivos e coquetéis Molotov, além de informações sobre possíveis alvos.
Entre os principais objetivos estava o Palácio do Planalto. Os integrantes também compartilhavam mapas de ministérios, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, além da planta do Palácio. Outro plano mencionado nas mensagens envolvia um prédio onde será feito o debate dos candidatos do segundo turno.
Um relatório do Ciberlab apontou planejamento de atos violentos com explosivos, disseminação de ideologia neonazista, misoginia e incentivo à violência. O laboratório produziu, em 2026, 103 relatórios sobre mais de 50 grupos de ódio.
Na terça-feira (4), a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão em oito cidades de cinco estados. Computadores e celulares apreendidos passaram a ser analisados. Os investigados são alvo de apurações por associação criminosa, apologia e distribuição de material nazista e incitação ao crime.
Com informações do Fantástico.
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