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Justiça aceita denúncia e decreta prisões por sequestro em Franca

Por | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
Reprodução
Noemi Vitória de Sousa Rosa, Larissa Jhenifer Melo, Kelly Cristina Queiroz Cardoso, Marcela Eduarda Melo de Paula, Ana Laura de Sousa Rosa Alves e Kauany Eduarda Melo Cruz
Noemi Vitória de Sousa Rosa, Larissa Jhenifer Melo, Kelly Cristina Queiroz Cardoso, Marcela Eduarda Melo de Paula, Ana Laura de Sousa Rosa Alves e Kauany Eduarda Melo Cruz

A Justiça de Franca aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público e tornou réus os investigados pelo sequestro e cárcere privado de uma família no Jardim Aeroporto. Em decisão assinada nesta quinta-feira, 30, o juiz Orlando Brossi Júnior decretou a prisão preventiva de três mulheres, substituiu a prisão de outras duas por domiciliar e determinou o prosseguimento da ação penal contra sete acusados.

Prisões decretadas

Os mandados de prisão preventiva foram expedidos contra Marcela Eduarda Melo de Paula, Larissa Jhenifer Melo de Paula e Kauany Eduarda Melo Cruz. Na decisão, o magistrado afirmou que a medida é necessária para garantir a ordem pública, preservar a instrução criminal e assegurar a aplicação da lei penal.

Para Ana Laura de Sousa Rosa Alves e Kelly Cristina Queiroz, o juiz também reconheceu a presença dos requisitos para a prisão preventiva. No entanto, substituiu a medida por prisão domiciliar por ambas serem mães de crianças menores de 12 anos. Kelly ainda tem um filho diagnosticado com TEA (Transtorno do Espectro Autista) e TOD (Transtorno Opositivo Desafiador).

As duas deverão permanecer em recolhimento domiciliar, usar tornozeleira eletrônica, comparecer a todos os atos do processo e estão proibidas de manter contato com vítimas e testemunhas.

Já em relação a Noemi Vitória de Sousa Rosa, o pedido de prisão foi considerado prejudicado, uma vez que ela já havia tido a prisão preventiva decretada anteriormente em outro procedimento relacionado ao caso.

Denúncia aceita

Ao receber a denúncia do Ministério Público, a Justiça entendeu que há provas da materialidade e indícios suficientes de autoria contra Noemi Vitória de Sousa Rosa, Ana Laura de Sousa Rosa Alves, Kelly Cristina Queiroz, Marcela Eduarda Melo de Paula, Larissa Jhenifer Melo de Paula, Kauany Eduarda Melo Cruz e Wellington Amorim da Silva, determinando o prosseguimento da ação penal. Wellington, apontado como responsável por vigiar o cativeiro, segue preso.

Na decisão, o juiz destacou indícios de uma atuação coordenada entre os investigados, com divisão de tarefas para manter as vítimas em cárcere privado. Também ressaltou que uma adolescente de 14 anos e uma recém-nascida estavam entre as vítimas e que Maria Isabel Oliveira Prado permanece desaparecida, circunstâncias que, segundo o magistrado, reforçam a necessidade das medidas cautelares.

Investigação

De acordo com a investigação, o grupo teria sequestrado a família para obter informações sobre o paradeiro de Rafael Vitor Silva de Sousa Rosa e Guilherme Henrique Melo da Cruz, desaparecidos após o homicídio de Milton de Sousa do Prado, ocorrido em junho deste ano.

As vítimas foram resgatadas pela Polícia Civil durante uma operação realizada no dia 7 de julho, em uma residência no Jardim Aeroporto.

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