CONTINGÊNCIA

Temporal afeta hospitais de Ribeirão e saúde alerta moradores

Por | da Redação
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Sampi/Franca
Reprodução/Redes sociais
Estado de uma das alas do HC após a queda de parte do telhado
Estado de uma das alas do HC após a queda de parte do telhado

O secretário estadual da Saúde, Eleuses Paiva, pediu nesta sexta-feira, 24, que moradores de Ribeirão Preto procurem hospitais e unidades de saúde apenas em casos de urgência e emergência. O apelo foi feito durante visita à cidade, que enfrenta os reflexos do temporal com ventos de até 120 km/h registrado na madrugada, enquanto a rede hospitalar passa por reorganização para reparar os danos provocados pela tempestade.

Hospitais reorganizam atendimento

A recomendação, segundo o secretário, é necessária para evitar a sobrecarga do sistema de saúde enquanto hospitais públicos e filantrópicos adaptam o funcionamento após sofrerem danos estruturais e interrupções no fornecimento de energia elétrica.

As UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) foram reorganizadas e seguem atendendo pacientes de urgência e emergência.

No Hospital das Clínicas – Unidade de Emergência (HC-UE), parte do centro cirúrgico foi interditada após o telhado ser danificado pelo temporal. A energia foi restabelecida e a unidade voltou a receber pacientes de emergência.

Já no Hospital das Clínicas – Campus, a queda de árvores e problemas na caldeira provocaram falta de energia. Mesmo assim, a unidade manteve a assistência aos pacientes internados e passou a receber casos de menor gravidade transferidos da Unidade de Emergência.

O Hospital Santa Lydia também teve o centro cirúrgico afetado e suspendeu os procedimentos eletivos para concentrar a estrutura nos atendimentos de urgência.

Na Santa Casa, o temporal danificou parte da cobertura do prédio e provocou infiltrações em setores e enfermarias. Apesar dos estragos, o hospital informou que não houve impacto direto na assistência aos pacientes.

Em nota, a instituição informou que permanece sem energia elétrica desde as 5h30 e opera com geradores. Os setores de diagnóstico por imagem, laboratório e serviços de apoio continuam sem funcionar. As UTIs e os atendimentos de urgência foram mantidos, enquanto o centro cirúrgico atende exclusivamente casos de emergência.

A Beneficência Portuguesa também registrou danos na cobertura, pontos de alagamento e interrupção no fornecimento de energia. A unidade funciona com geradores, que garantem os atendimentos de urgência e emergência, além das internações e procedimentos inadiáveis.

Os hospitais Mater, Santa Teresa e Estadual de Serrana sofreram danos pontuais, mas seguem funcionando normalmente.

Rede privada reforça capacidade

Entre os hospitais particulares, o Ribeirânia passou a atuar como unidade de apoio para a rede pública. A Prefeitura e o Governo do Estado contrataram leitos de UTI e enfermaria para ampliar a capacidade de atendimento.

O Hospital Unimed não registrou danos estruturais, mas enfrenta superlotação e dificuldades para o deslocamento de profissionais.

Já os hospitais São Francisco (Hapvida) e São Lucas sofreram danos estruturais. No São Lucas, os prejuízos atingiram principalmente o setor de diagnóstico por imagem, comprometendo inicialmente a oferta de novos leitos.

UBSs permanecem fechadas

Grande parte das UBSs (Unidades Básicas de Saúde) continua fechada devido aos danos provocados pelo temporal. A Prefeitura informou que os trabalhos de recuperação terão início assim que as condições climáticas permitirem.

Enquanto a rede de saúde busca restabelecer a normalidade, o Governo do Estado orienta que a população procure atendimento hospitalar apenas em situações de urgência e emergência, preservando a capacidade de resposta das unidades que seguem operando em meio aos impactos da tempestade.

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