A Polícia Civil deflagrou, nos dias 21 e 22 de julho, a Operação Heisenberg para desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em cidades da região. Ao todo, 18 pessoas foram presas preventivamente, além de quatro prisões em flagrante durante a ação.
A operação foi coordenada pela Delegacia de Polícia de Miguelópolis, com apoio de equipes das Delegacias Seccionais de Franca, Ribeirão Preto e Barretos, além dos GOEs (Grupos de Operações Especiais) de Ribeirão Preto, Franca e São Joaquim da Barra.
Ao todo, foram cumpridos 18 mandados de prisão preventiva e 19 mandados de busca e apreensão nas cidades de Miguelópolis, Ituverava, Franca, Igarapava, Guaíra, Colômbia, Ribeirão Preto e Batatais.
Investigação
De acordo com a Polícia Civil, a investigação começou há vários meses após a identificação de um traficante que atuava na região. As apurações apontaram movimentações de grandes quantidades de drogas e de dinheiro obtido com atividades ilícitas.
Segundo a Polícia Civil, o grupo também utilizava empresas para ocultar a origem dos recursos provenientes do tráfico de drogas. Durante a investigação financeira, os policiais identificaram uma empresa suspeita de movimentar valores em benefício da organização criminosa, inclusive para pessoas que vivem em áreas de fronteira com a Bolívia.
Advogado entre os presos
Entre os investigados presos, está um advogado. Conforme a Polícia Civil, ele é suspeito de integrar a organização criminosa, guardar dinheiro para um dos traficantes e auxiliar na emissão de notas fiscais falsas para mascarar a origem dos valores. A identidade dele não foi divulgada.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais também apreenderam drogas, armas, munições e dinheiro de origem suspeita.
Dos 24 mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça, 18 foram cumpridos durante a operação, enquanto dois alvos já estavam presos. Os demais seguem foragidos.
Investigações continuam
A Polícia Civil informou que as investigações prosseguem para localizar os suspeitos que ainda não foram encontrados e identificar outras pessoas físicas e jurídicas que possam ter colaborado com o esquema.
Os próximos passos incluem a análise de dados telemáticos e financeiros, além dos interrogatórios dos investigados, que deverão responder pelos crimes apurados na Justiça.
O nome "Heisenberg" faz referência ao pseudônimo utilizado pelo personagem principal da série Breaking Bad. Segundo a Polícia Civil, uma das lideranças da organização também utilizava um codinome para atuar nas atividades criminosas.
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