NA SANTA CASA

Vendedora de churros atropelada por 'Zam' segue em estado grave

Por | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
Reprodução/Redes sociais
Irislene Costa Macêdo, vítima de atropelamento, permanece internada na UTI da Santa Casa
Irislene Costa Macêdo, vítima de atropelamento, permanece internada na UTI da Santa Casa

O estado de saúde de Irislene Costa Macêdo, de 55 anos, foi atualizado na tarde desta quarta-feira, 22. A vendedora de churros, atropelada durante uma discussão no estacionamento da avenida Chico Júlio, na região da Vila Exposição, em Franca, permanece internada em estado grave na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) da Santa Casa, onde está sob rigorosa observação neurológica.

Irislene foi atingida por um carro na noite de terça-feira, 21, durante uma confusão envolvendo o comerciante Wanderson da Costa Silva, de 43 anos, conhecido como "Zam" e proprietário do Bar do Zam, no Parque São Jorge.

O marido dela, Márcio Luciano de Souza, também foi atingido pelo veículo, mas sofreu ferimentos menos graves. Ele recebeu atendimento médico e já teve alta.

O que motivou a discussão

Segundo a investigação da Polícia Civil, o desentendimento começou porque Wanderson acreditava que o casal havia denunciado o bar dele à Prefeitura de Franca, o que teria provocado o fechamento do estabelecimento.

Márcio negou a acusação. Em depoimento, afirmou que o comerciante passou a filmá-los e, após a discussão, entrou no carro e avançou diversas vezes contra o carrinho de churros.

De acordo com testemunhas, o motorista fez pelo menos três investidas contra a estrutura de trabalho do casal e, em seguida, acelerou em direção às vítimas. Márcio conseguiu sair da frente do veículo, mas Irislene foi atingida e arremessada ao chão.

Justiça mantém comerciante preso

Também nesta quarta-feira, 22, a Justiça de Franca converteu a prisão em flagrante de Wanderson da Costa Silva em prisão preventiva. Com a decisão, ele permanecerá preso durante o andamento das investigações e do processo.

Ao analisar o caso, o juiz considerou que há provas da materialidade do crime e indícios suficientes de autoria, além de destacar a gravidade da conduta.

Na decisão, o magistrado ressaltou que há indícios de que o comerciante utilizou o carro de forma deliberada para atingir as vítimas após uma discussão considerada banal. Outro ponto destacado foi que, segundo a investigação, o suspeito deixou o local sem prestar socorro à mulher, que permaneceu gravemente ferida.

Investigação continua

Wanderson da Costa Silva responde por tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil. A Polícia Civil sustenta que o veículo foi utilizado como instrumento para matar as vítimas.

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