Após concluir o inquérito sobre o sequestro da família de Maria Isabel Oliveira do Prado, de 21 anos, acusada de mandar matar o pai Milton de Souza do Prado, de 44 anos, e, depois, assassinar os executadores Rafael Vitor de Souza Rosa, de 18 anos, e Guilherme Henrique Melo da Cruz, 22, a DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca indiciou sete pessoas por participação no crime - um homem, preso quando o cativeiro foi estourado, e mais seis mulheres.
Para a Polícia Civil, o grupo atuou de forma organizada na invasão da residência, na privação da liberdade das vítimas e nas ameaças feitas durante o cárcere.
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Apontada como líder da ação e atualmente foragida da Justiça, Noemi Vitória de Sousa Rosa, tia de Rafael Vitor de Souza Rosa, foi indiciada pelos crimes de sequestro e cárcere privado, roubo majorado e associação criminosa.
Também foram indiciadas Ana Laura de Sousa Rosa Alves, irmã de Noemi e tia de Rafael; Marcela Eduarda Melo de Paula, mãe de Guilherme Henrique Melo da Cruz; Larissa Jhenifer Melo de Paula, tia de Guilherme; e Kauany Eduarda Melo Cruz, irmã de Guilherme. Todas responderão, em tese, pelos mesmos crimes atribuídos a Noemi.
Já Kelly Cristina Queiroz, proprietária da residência utilizada como cativeiro, foi indiciada por sequestro e cárcere privado e associação criminosa.
De acordo com a Polícia Civil, as investigadas teriam atuado de forma organizada, com divisão de tarefas e cooperação entre si, caracterizando, em tese, uma associação criminosa. O inquérito também informa que, apesar das diligências realizadas, nenhuma delas foi localizada para prestar interrogatório.
Com o encerramento do inquérito, o procedimento foi encaminhado ao Ministério Público, que irá analisar as conclusões da Polícia Civil e decidir sobre o oferecimento de denúncia à Justiça.
Vale ressaltar que o indiciamento representa o entendimento da autoridade policial sobre a existência de indícios de autoria e materialidade dos crimes, cabendo ao Ministério Público e ao Poder Judiciário a continuidade do processo.
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