Com a estreia da Seleção na Copa do Mundo marcada para este sábado (13), às 19h, contra o Marrocos, os jundiaienses se dividem entre animação, expectativa e desconfiança. O Jornal de Jundiaí foi às ruas para conversar com moradores sobre o clima da Copa e conhecer os palpites para o Mundial.
O casal Orides Moreira e Lázara Moreira, conhecidos como Titi e Moreira, juntos há 50 anos e proprietários de uma banca de jornal no Centro, diz que a família sempre se reúne para assistir aos jogos, mas acredita que ainda há desconfiança com o time. “Quando é fim de semana, a gente reúne a família. Vira motivo para comemoração, churrasco e festa, mas o povo está meio desacreditado, porém a expectativa continua. Os jovens nunca viram o Brasil campeão, então existe essa vontade de conquistar a sexta estrela”, diz Moreira.

“Acho que o Brasil chega nas quartas como sempre”, diz Erivaldo Soledade
Mesmo jovem, o açougueiro Erivaldo Soledade, de 21 anos, também pretende acompanhar todos os jogos, mas admite que não está tão otimista. “Acho que o Brasil chega às quartas, como sempre, mas aí não sei se a gente passa mais não”, comenta.
Para ele, antigamente a Copa tinha mais o poder de reunir as pessoas e que o entusiasmo diminuiu nos últimos anos. “Depois que o Neymar se lesionou, foi só tristeza. Depois que começamos a perder, o pessoal ficou menos animado”, afirma.

Mislene Costa aposta no jogador Endrick para ajudar o Brasil
Já a atendente de farmácia Mislene Costa, de 28 anos, está animada para acompanhar os jogos ao lado da família e espera criar novas lembranças nesta edição do Mundial. Para ela, o atacante Endrick pode ser um dos destaques da seleção brasileira. “Eu era mais nova nas outras Copas, então agora consigo aproveitar mais. Acho que o clima está voltando e todo mundo está bem animado”, afirma.

Mais crítico, Fernando Sampaio não está empolgado com o torneio
O técnico de imobilização ortopédica Fernando Sampaio, de 48 anos, tem uma visão mais crítica sobre a atual Seleção e diz não estar empolgado com o torneio. Para ele, até o clima mudou. “A melhor seleção foi a de 94. Igual aquela não teve outra. O que era antes mudou totalmente. Não é mais igual”, opina.
Um telão instalado no Centro irá transmitir as partidas da Seleção Brasileira na fase de grupos, ou seja, dia 13, às 19h, contra Marrocos, e no dia 24, também às 19h, diante da Escócia. O evento contará ainda com atrações musicais e espaço gastronômico com food trucks.