MORTE EM FRANCA

Suspeito de matar Mikael admite encontro, mas fica em silêncio

Por Hevertom Talles | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Hevertom Talles/GCN | Reprodução/Redes sociais
Thalys Rafael Veiga deixando a DIG, em Franca; ao lado, em seu aniversário com a vítima Mikael Lima
Thalys Rafael Veiga deixando a DIG, em Franca; ao lado, em seu aniversário com a vítima Mikael Lima

O principal suspeito da morte do cabeleireiro Mikael Santos Lima, de 29 anos, prestou novo depoimento nesta quinta-feira, 11, na DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca. Durante o interrogatório, Thalys Rafael Veiga confirmou que era ele quem aparecia nas últimas imagens obtidas pela Polícia Civil ao lado da vítima, mas optou por permanecer em silêncio sobre as circunstâncias do homicídio.

Segundo o delegado Márcio Murari, responsável pela investigação, Thalys admitiu apenas que dirigia seu carro e que Mikael seguia logo atrás em uma motocicleta em direção à região do Paiolzinho, zona rural de Franca.

Após responder essa única pergunta, o investigado se recusou a responder os demais questionamentos feitos pelos policiais.

“Perguntamos quanto tempo ele permaneceu no local, que horas retornou e se teve participação no homicídio. Ele não respondeu nenhuma dessas perguntas. Ele não negou a participação no crime, apenas se recusou a responder”, afirmou Murari.

Versão sobre extorsão: 'Fantasiosa'

Preso preventivamente por suspeita de extorquir a família da vítima, Thalys manteve a versão apresentada anteriormente sobre uma suposta mulher que teria pedido que ele solicitasse dinheiro aos familiares de Mikael em troca de informações sobre o paradeiro do cabeleireiro.

No entanto, segundo a polícia, ele voltou a não identificar quem seria essa mulher.

“A versão é fantasiosa e já foi derrubada”, declarou o delegado.

Polícia vê suspeito como autor do crime

De acordo com Murari, todas as provas reunidas até o momento apontam Thalys como principal suspeito tanto da extorsão quanto do assassinato de Mikael.

As investigações indicam que imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o suspeito teria atraído a vítima para a região do Paiolzinho, onde o corpo foi localizado dias depois.

“Pelas imagens que nós temos, ele atraiu o Mikael para aquele lugar sob alguma alegação. Até o presente momento, não há indícios de outras pessoas envolvidas nesse crime”, afirmou.

A Polícia Civil também trabalha com a hipótese de que o homicídio tenha sido premeditado. Segundo o delegado, há indícios de que Thalys esteve na região onde o corpo foi encontrado por dois dias consecutivos antes do desaparecimento da vítima.

Vestígios reforçam investigação

Outro elemento considerado relevante pela investigação foi a identificação de vestígios de grama no veículo utilizado por Thalys.

Segundo a DIG, o material apresenta características semelhantes às placas de grama encontradas sobre o corpo de Mikael quando ele foi localizado.

A proximidade entre os dois também faz parte da linha investigativa. Conforme Murari, Thalys e Mikael mantinham uma relação de amizade próxima.

“O carro utilizado por Thalys é financiado em nome de Mikael. Além disso, ele foi padrinho de casamento da vítima”, revelou o delegado.

Motivação segue sob apuração

Apesar dos avanços na investigação, a Polícia Civil ainda não definiu a motivação do crime. Entre as hipóteses analisadas, estão razões financeiras e questões de natureza passional.

Os próximos passos do inquérito incluem a conclusão dos laudos do IML (Instituto Médico Legal) e do Instituto de Criminalística, além da continuidade da oitiva de testemunhas.

Mikael Santos Lima desapareceu em 27 de maio e foi encontrado morto no dia 4 de junho em uma área de mata na região do Paiolzinho. Antes da localização do corpo, Thalys foi preso suspeito de exigir R$ 50 mil da família em troca de informações sobre o paradeiro da vítima.

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