O impacto das queimadas que atingiram o interior de São Paulo, incluindo a região de Franca, ao longo dos últimos dias será direto no preço do etanol e da cana-de-açúcar. Esta é a previsão da Orplana (Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil).
Só nos municípios do entorno francano, foram registrados 178 focos de incêndio em dois dias. Em todo o Estado, foram 2,1 mil. A perda total estimada pela sociedade chega a R$ 350 milhões. A entidade também aponta que, ao todo, cerca de 59 mil hectares foram queimados.
“Percebemos uma redução na produtividade na ordem de 50% por essa perda de biomassa que acabou sendo incendiada. Com isso, já temos impactos diretos nos preços do etanol e do açúcar e no canavial do próximo ciclo”, afirma o CEO da Orplana, José Guilherme Nogueira.
A organização também aponta que as chamas foram prejudiciais a várias etapas do processo de produção da cana-de-açúcar, da plantação já perto de ser colhida à que ainda estava em processo de brotação.
A Orplana integra o gabinete de crise do Governo estadual, que busca mitigar as perdas e evitar o aparecimento de novos focos de incêndio. “O tempo deve continuar seco e quente nos próximos dias, o que nos traz muita preocupação. Porém, temos ciência de que as queimadas podem voltar a acontecer, aumentando os prejuízos”, reforça José Guilherme Nogueira.
Comitê de crise em Franca
Com os estragos causados pelos incêndios, o prefeito Alexandre Ferreira (MDB) decidiu criar um comitê de crise em Franca. A oficialização aconteceu durante uma reunião na manhã do último domingo, 25, contando com as presenças de autoridades representantes de Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Comunicação e secretarias de Saúde e Meio Ambiente.
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Comentários
3 Comentários
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Mauricio Fico 28/08/2024este é o pais dos aumentos,onde tudo que acontece é o povo que paga,se a grande parte dos focos são nas usinas,porque não tem seguranças ou vigias neste local. -
Maria 28/08/2024Esses adoram uma desculpa para aumentar preço do etanol, se chove alegam prejuízo, se seca alegam prejuízo, se alguém espirra alegam prejuízo, qualquer coisa para aumentar. -
Dirceu 28/08/2024No Brasil, tudo é motivo para aumento de preço. Se chove, aumenta... se não chove aumenta.... Essa conta só quem sempre paga é o consumidor. É uma palhaçada sem fim... as usinas nunca ficam no prejuízo... só o lucro interessa.