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PM é absolvido da acusação de ter matado jovem em 2020 em Franca

da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
GCN/Arquivo
Fachada do fórum de Franca: sentença do juiz absolve policial militar
Fachada do fórum de Franca: sentença do juiz absolve policial militar

O julgamento do sargento da Polícia Militar Tiago Morais Lopes, de 40 anos, que efetuou dois tiros e matou o cabeleireiro Mateus Gustavo Silva, de 25 anos, em julho de 2020, no Jardim Paulistano, na zona Leste de Franca, aconteceu nesta quinta-feira, 13, no Fórum de Franca. O júri, composto por sete membros, decidiu pela absolvição do policial militar após os argumentos apresentados pela defesa .

Tiago, que tem 18 anos de polícia, foi indiciado por homicídio qualificado pelo Ministério Público na época e atualmente trabalha na capital paulista.

A defesa buscou apontar para o júri que o atual sargento agiu por legítima de defesa por conta da tentativa de assalto que teria sido feita por Mateus ao entrar no veículo do militar pelo banco de trás e ter feito ameaça ao obrigá-lo a dirigir o carro para um local indeterminado. A defesa também relatou ao júri que Matheus estava embriagado e que o mesmo era usuário de drogas.

Um dos pontos narrados pela defesa é que Tiago possui 18 anos de atuação na corporação da Polícia Militar, que ele nunca respondeu a qualquer inquérito de condução irregular como militar e que o fato foi uma fatalidade, em que o policial precisou usar o único meio que tinha, a sua arma, para se defender e recuperar o carregador de balas que estaria na posse de Mateus.

A defesa também afirmou a tese de que os tiros não foram disparados por Tiago com a pretensão de matar a vítima. Os disparam atingiram nas nádegas e as costas de Mateus.

Ao final, a defesa argumentou que o fato não constituiu um homicídio por conta das circunstâncias e pediu que o júri, caso não aceitasse a absolvição, decidisse pela legítima defesa seguida de morte.

Após a decisão pela absolvição do PM, Tiago comemorou junto com as advogadas de defesa e alguns presentes o resultado da sentença, que foi proferida pelo juiz José Rodrigues Arimatéa.

A reportagem apurou que a família irá analisar se entrará com recurso contra a decisão.

Relembre o caso: 

Júri do policial que matou barbeiro no Jd. Paulistano é marcado

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