CONDENADO

'Confessou, fez de propósito, de maldade', diz mãe após julgamento de assassino do filho

Por Hevertom Talles | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Hevertom Talles/GCN
Zilva de Paiva Ramos Martins, 52 anos: 'O Breno não vai voltar mais, é uma tristeza muito grande pra mim, eu que sou mãe, pra nós da família'
Zilva de Paiva Ramos Martins, 52 anos: 'O Breno não vai voltar mais, é uma tristeza muito grande pra mim, eu que sou mãe, pra nós da família'

Ao final do julgamento que condenou a 12 anos de prisão em regime fechado o assassino do seu filho, Zilva de Paiva Ramos Martins, de 52 anos, a mãe de Breno Vaz Martins, de 23 anos, descreveu o seu ponto de vista em relação a pena aplicada e o posicionamento do réu, Fábio Júnior de Nascimento, de 24 anos, durante o júri popular ocorrido nesta quinta-feira, 14.

Ela comenta que não percebeu no assassino do seu filho arrependimento, já que dentro do plenário Fábio demostrou, segundo sua visão, ser uma pessoa fria. Tal observação é acompanhada por outros integrantes da família que acompanharam o júri.

“É muito triste porque a família do assassino está aqui, viu ele, eu não vi o Breno, é muita frieza, um cara frio, frio, ele fez sem dó, sem piedade, ele confessou o que ele fez, ele fez de propósito, de maldade, é uma pessoa muito má, dá pra gente ver a frieza dele. O Breno não vai voltar mais, é uma tristeza muito grande pra mim, eu que sou mãe, pra nós da família”, diz Zilva.

A mãe conta que para ela a sentença que condenou Fábio a 12 anos de prisão em regime fechado é pequena. “A meu ver, ele deveria ficar muito mais tempo preso, doze anos pra ele não é nada. Ele vai pegar só seis anos, a pena dele vai cair para seis anos em regime fechado e mais seis em regime aberto. Então, ele está vivo, vai viver, reconstruir a vida com a família dele, e Breno não, ele não teve essa chance”, comenta.

Zilva diz que o filho jamais iria fazer mal para alguém, agredir, e que após perder Breno, perdeu uma parte sua e que “seguir em frente está difícil”. “Metade mim, foi junto com o Breno. Era uma pessoa muito amável por todos, Breno era cheio de amigos, de parentes ao redor dele. Era só alegria, só transmitia paz, alegria, só fazia coisas boas. O Breno jamais fez algo de errado, sempre foi um menino excelente, em todos os lugares era bem recebido".

Relembre o caso
O crime ocorreu após uma briga de trânsito entre Fabio e Breno, na rua Benedicto Eurico do Nascimento, no Jardim Pacaembu, na região Norte, em Franca.

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Comentários

1 Comentários

  • Dirceu 15/03/2024
    12 anos de regime fechado.... tá de brincadeira.... esses 12 anos serão convertidos em 3 por bom comportamento e fica por isso mesmo. Considero isso impunidade.. e mais... incentivo pra continuar os assassinatos sem motivo e a roubalheira generalizada. Depois o povo começa a fazer justiça com as próprias mãos... aí que a coisa vai piorar e muito.