Lideranças dos setores calçadistas de Birigui, Franca, Jaú e Santa Cruz do Rio Pardo se reuniram com o secretário Estadual da Fazenda, Samuel Kinoshita, para discutir a redução dos impostos no setor. Com a participação da deputada estadual Delegada Graciela (PL), o encontrou aconteceu nesta terça-feira, 31, na capital paulista.
A discussão ganhou força durante o governo de João Doria (PSDB), quando a alíquota do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) chegava em até 18% dependendo do destino do produto. Situação que gerou revolta no setor, que manifestava descontentamento com o ex-governador.
Precisando reverter esse quadro, a indústria calçadista recebeu o primeiro aceno positivo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) ainda em março. Na época, o chefe de estado reduziu a alíquota para 3,5% a todos os fabricantes, como mostra matéria publicada pelo Portal GCN/Rede Sampi.
Com o mercado mineiro mais atrativo e competitivo, a indústria paulista busca por incentivos. Além da redução de impostos, as lideranças discutiram sobre o combate à pirataria e ao mercado informal de trabalho, isonomia tributária, linhas de financiamento e programas de qualificação de mão de obra.
“A guerra fiscal está acabando com as empresas de calçados. Defendo menos impostos e mais incentivos. Continuarei lutando para que as empresas de calçados do Estado recebam a ajuda necessária para produzir e gerar mais emprego e renda”, pontua Graciela.
O Governo do Estado apresentou um grupo de trabalho para definir um cronograma de ações de incentivo ao setor, reduzindo os prejuízos acumulados.
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Comentários
6 Comentários
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Douglas 01/11/2023Respondendo ao sapateiro, o fabricante não embolsa nada... isso é descontado no preço para conseguir vender... ou vc acha que o lojista vai comprar de São Paulo por 120 sendo que Minas e Nordeste vendem a 100, 90 por causa das isenções tributárias? Quem manda é quem compra, e esse sempre procura o preço mais baixo. -
Pedro Antônio 01/11/2023Como redução de impostos entenda aumento do lucro do fabricante, isso nunca se reverte em empregos ou algum benefício ao operário trabalhador. Veja com seus próprios olhos o que acontece, o trabalhador continua ganhando mereça, mas o fabricante troca de caminhonete, compra uma chácara melhor, arruma outra amante, investe no sitio e vai morar em condomínio. Mas o salário???, o salário, óóó.... -
JOIAS DAS ARÁBIAS E GENUÍNAS SEGUNDO BOLSONARO 01/11/2023O que mais o setor deseja? Na esfera federal o repasse previdenciário foi reduzido de 18% para cerca de 4%. Agora, na esfera estadual o mesmo ocorre com o ICMS. Mas, também não tardará para que os empresários clamem para que o Estado assuma todos os custos com energia, salários e matéria prima. Alguém vai pagar essa conta, pois o dinheiro que deixará de entrar nos cofres públicos fará falta em investimentos em saúde e em educação. E, na previdência podem esperar por mais uma reforma, pois logo alegarão que ela está falida e a idade mínima para a aposentadoria será novamente elevada, acompanhada da redução dos valores pagos. E, é lógico que essa reforma, valerá apenas para os trabalhadores humildes, mantendo-se os privilégios das castas já privilegiadas, entre as quais os próprios políticos. -
Guaru 01/11/2023Meu amigo sapateiro do comentário acima, se é tão fácil ganhar dinheiro sendo empresário nesse país, não seja burro pare de ser empregado, abra uma fábrica, fazendo isso você terá muito dinheiro, fazenda, rancho, casa e carros bons, se você já sabe o caminho vai ser rico -
Juarez 31/10/2023Não querem tributos e vivem como marajás. Franca tem uma massa salarial muito baixa e os operários sem salário justo. -
Sapateiro 31/10/2023Será que vão repassar esse desconto para aumentar os salários dos colaboradores? Seria bom né?! Pois até onde sabemos, eles não repassam o desconto para lojistas e sim aproveitam para aumentar seus lucros... Mas de fato da muita pena dos empresários quando vc fala com qualquer um, estão todos sempre abatidos, chorosos e queixosos, mas é cada casa, cada rancho e cada carro!