TRÂNSITO

Mulher atropelada aponta omissão; 'pagar o que tem que pagar', diz advogado da motorista

Por Hevertom Talles | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Rodovia Candido Portinari: cena do local do acidente no dia 20 de maio
Rodovia Candido Portinari: cena do local do acidente no dia 20 de maio

Simone Kerlen Nascimento, de 24 anos, foi acidentada no dia 20 de maio. Ela e a irmã, numa moto, foram atingidas por um carro na rodovia Candido Portinari, nas proximidades do Leporace, em Franca. A motoclista, que recebeu alta no dia 24 de maio, diz ter havido omissão de socorro por parte da motorista do veículo, que teria fugido sem prestar socorro. Ela discorda da justificativa apresentada pela motorista a respeito da iluminação do local.

Simone teve uma fratura no cóccix e várias escoriações pelo corpo. Ela precisou ficar internada por cinco dias na Santa Casa. Mesmo após receber alta, ela precisa ficar em repouso absoluto por conta dos ferimentos. A irmã, que estava na garupa, também sofreu escoriações pelo corpo.

“Sou muito grata a Deus por estarmos vivas, e as pessoas que ajudaram lá a sinalizar e a cuidar da gente ali nos primeiros socorros. Por mais que tenha todos esses machucados e a fratura no cóccix, eu tento só agradecer, mas a gente acaba sentindo uma revolta e até mesmo uma tristeza, de que a pessoa que ocasionou tudo isso nem se importou em dar qualquer tipo de ajuda, simplesmente fugiu”, relata a motociclista.

O acidente completa nesta terça-feira, 30, dez dias, e segundo a motociclista, a motorista causadora do acidente não procurou ela nem mesmo a irmã para saber o estado de saúde, e como estão.

A condutora do carro foi identificada porque a placa dianteira do veículo ficou presa na motocicleta atingida. A mulher, de 30 anos, não tem CNH (Carteira Nacional de Habilitação), e evadiu-se do local do acidente.

Simone comenta, indignada, que a versão da motorista, através do advogado, está equivocada ao afirmar que o local do acidente não tinha iluminação. “Não tem como não ter iluminação lá, não sei de onde ela tirou isso. É impossível, porque ali é a única área da rodovia que é iluminada, todo mundo que passa sabe quem tem iluminação. A pessoa em momento nenhum quer saber como estão as pessoas. Eu acredito que nada justifica uma pessoa fazer isso com alguém e fugir do local, isso é desumano ”, diz Simone.

A motociclista está sendo cuidada por familiares enquanto se recupera em casa. Ela relata que ainda está sentindo dores com escoriações pelo corpo e hematomas que ainda ardem. “Tenho dificuldade pra andar, sentar ou até mesmo dormir por conta da fratura”, relata Simone.

Outro lado
O advogado da motorista, Hernandes Silva Oliveira, afirma que todas as medidas legais estão sendo tomadas e que sua cliente irá “procurar das formas corretas, meios corretos, diante da Justiça e pagar o que ela tem que pagar”. Hernandes confirmou que a sua cliente fugiu pelo motivo de não possuir a CNH (Carteira Nacional de Habilitação).

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