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07 de dezembro de 2022

RECEITAS DA SONIA

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Guacamole

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O abacate é fruto nativo do México, país conhecido por suas praias e pela paisagem interior que inclui montanhas, desertos e selvas. Ruínas antigas, como Teotihuacán e a cidade maia de Chichén Itzá, estão espalhadas pelo país.

O abacate é fruto nativo do México, país conhecido por suas praias e pela paisagem interior que inclui montanhas, desertos e selvas. Ruínas antigas, como Teotihuacán e a cidade maia de Chichén Itzá, estão espalhadas pelo país.

Por Sonia Machiavelli | 19/02/2022 | Tempo de leitura: 2 min
especial para GCN

Por Sonia Machiavelli
especial para GCN

19/02/2022 - Tempo de leitura: 2 min

Ingredientes:

  • 2 abacates pequenos
  • 1 tomate
  • 1 cebola 
  • 1/2 limão
  • 1 ramo de coentro
  • Azeite de oliva
  • Sal

O abacate é fruto nativo do México, país conhecido por suas praias e pela paisagem interior que inclui montanhas, desertos e selvas. Ruínas antigas, como Teotihuacán e a cidade maia de Chichén Itzá, estão espalhadas pelo país, assim como cidades da era colonial espanhola, da qual Taxco é exemplar. Na capital, Cidade do México, superpovoada, lojas elegantes, museus renomados e milhares de restaurantes atendem às necessidades de todos. Atrás dessas belezas, o fluxo dos turistas brasileiros intensificou-se nos anos 70 e de lá eles trouxeram para nosso país lembranças exuberantes e um prato feito há séculos com o abacate, fruto tido como afrodisíaco por sua semelhança com testículos humanos. Tão masculino, só podia ser tocado pelos homens.

Levado para a Europa pelos espanhóis logo após o descobrimento da América, o abacate manteve a mitologia associada ao sexo e o nome original, ahuacatl, adaptado às línguas latinas, sendo consumido ao natural. Depois, apareceu na forma de um molho inventado pelos astecas que preparavam um mistura chamada ahuacatl-mulli, traduzindo, molho de abacate amassado e temperado com tomates e cebolas. Coentro, limão, alho, pimenta e outros acréscimos vieram depois.

Curiosamente, só no Brasil o consumo da fruta se solidificou juntando açúcar à polpa. As crianças que fomos nos anos 60 comíamos abacate cortado em forma de cuia, retirado o caroço, e na cavidade as mães colocavam açúcar. Até hoje, aliás, muita gente gosta dele assim. Depois, com a popularização do liquidificador e o advento do leite condensado, tornou-se ingrediente básico de um frapê bem apreciado, inclusive por estrangeiros que nos visitam e o aprovam. Chega a ser melhor avaliado que o pão-de-queijo, o brigadeiro e o açaí, coisas nossas, bem brasileiras.

O segredo está em escolher abacates bem maduros mas firmes. E não triturá-los, apenas esmagá-los com o garfo, deixando pedaços inteiros. O tomate deve ser cortado em cubinhos depois de retiradas as sementes (mas mantida a pele). A melhor cebola é a roxa, mais pela cor que pelo sabor. Mas a branca também serve bem ao propósito de acrescentar ardência. Corte em cubinhos, como o tomate. Sal, pimenta e suco de limão ficam ao gosto de cada um. Coentro picado grosseiramente não pode ser substituído por salsa; ele é a alma do coentro. Misture tudo de leve, transfira para um bol, regue com azeite e sirva bem frio com tortillas, nachos ou outros acompanhamentos preferidos.

Ingredientes:

  • 2 abacates pequenos
  • 1 tomate
  • 1 cebola 
  • 1/2 limão
  • 1 ramo de coentro
  • Azeite de oliva
  • Sal

O abacate é fruto nativo do México, país conhecido por suas praias e pela paisagem interior que inclui montanhas, desertos e selvas. Ruínas antigas, como Teotihuacán e a cidade maia de Chichén Itzá, estão espalhadas pelo país, assim como cidades da era colonial espanhola, da qual Taxco é exemplar. Na capital, Cidade do México, superpovoada, lojas elegantes, museus renomados e milhares de restaurantes atendem às necessidades de todos. Atrás dessas belezas, o fluxo dos turistas brasileiros intensificou-se nos anos 70 e de lá eles trouxeram para nosso país lembranças exuberantes e um prato feito há séculos com o abacate, fruto tido como afrodisíaco por sua semelhança com testículos humanos. Tão masculino, só podia ser tocado pelos homens.

Levado para a Europa pelos espanhóis logo após o descobrimento da América, o abacate manteve a mitologia associada ao sexo e o nome original, ahuacatl, adaptado às línguas latinas, sendo consumido ao natural. Depois, apareceu na forma de um molho inventado pelos astecas que preparavam um mistura chamada ahuacatl-mulli, traduzindo, molho de abacate amassado e temperado com tomates e cebolas. Coentro, limão, alho, pimenta e outros acréscimos vieram depois.

Curiosamente, só no Brasil o consumo da fruta se solidificou juntando açúcar à polpa. As crianças que fomos nos anos 60 comíamos abacate cortado em forma de cuia, retirado o caroço, e na cavidade as mães colocavam açúcar. Até hoje, aliás, muita gente gosta dele assim. Depois, com a popularização do liquidificador e o advento do leite condensado, tornou-se ingrediente básico de um frapê bem apreciado, inclusive por estrangeiros que nos visitam e o aprovam. Chega a ser melhor avaliado que o pão-de-queijo, o brigadeiro e o açaí, coisas nossas, bem brasileiras.

O segredo está em escolher abacates bem maduros mas firmes. E não triturá-los, apenas esmagá-los com o garfo, deixando pedaços inteiros. O tomate deve ser cortado em cubinhos depois de retiradas as sementes (mas mantida a pele). A melhor cebola é a roxa, mais pela cor que pelo sabor. Mas a branca também serve bem ao propósito de acrescentar ardência. Corte em cubinhos, como o tomate. Sal, pimenta e suco de limão ficam ao gosto de cada um. Coentro picado grosseiramente não pode ser substituído por salsa; ele é a alma do coentro. Misture tudo de leve, transfira para um bol, regue com azeite e sirva bem frio com tortillas, nachos ou outros acompanhamentos preferidos.

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