Arte, cultura e inclusão social por meio do Projeto Guri

O maestro dá o tom. Superação na voz do coral. Esperança no som do clarinete.

23/07/2006 | Tempo de leitura: 2 min

Jovens da orquestra do Projeto Guri durante um dos ensaios no Teatro Municipal de Batatais.
Jovens da orquestra do Projeto Guri durante um dos ensaios no Teatro Municipal de Batatais.
O maestro dá o tom. Superação na voz do coral. Esperança no som do clarinete. Harmonia nas cordas do violino. Vitória no toque do exuberante contrabaixo acústico. A mistura de técnicas e sentimentos pode ser vista em cada um dos 175 alunos do Projeto Guri em Batatais. Implantado na cidade há quatro meses, já rendeu frutos. “Percebemos uma resposta principalmente em relação à disciplina. Com o ensino coletivo da música, os alunos passam a incorporar isso no convívio social”, disse a coordenadora do projeto em Batatais, Renata Massarioli. Para mostrar o que já aprenderam, há três semanas os alunos participaram de um concerto inaugural do pólo do projeto em Batatais, apresentando no Teatro Municipal “Fausto Bellini Degani” um espetáculo não só de música, mas também de expressão de sentimentos. E foi só o começo, uma pequena amostra do que pode vir pela frente. Segundo a coordenadora do projeto na cidade, do total de crianças e jovens inscritos no programa, 125 tocam algum tipo de instrumento e outros 50 integram o coral. Para a apresentação inicial, 80 foram selecionados. “Reconhecemos talentos em praticamente todos; com certeza, veremos muitos despontarem”, disse. Mas uma das características que mais despertam a atenção é o envolvimento dos alunos com a música. Mais doce que o som da flauta é o olhar de cada um dos integrantes do projeto. Entre as prováveis futuras violinistas está a estudante Patrícia Garcia, 15, que fez questão de falar sobre o caráter social do Guri. “Gosto de tudo, das aulas, dos professores, de tocar, mas principalmente da convivência com os colegas, da integração”, disse a estudante, que freqüenta as aulas acompanhada de três irmãos, todos inscritos. Também aprendendo a tocar violino, a jovem Ana Paula Massarioli, 16, está no projeto desde a implantação e divide o tempo entre a escola - cursa o ensino médio - e o estudo da música. “Tudo que sei aprendi aqui; não sabia nada e agora já leio as partituras e toco. Além de aprender, o Guri contribui para o lado cultural”, disse a estudante. A coordenadora disse se orgulhar. “É emocionante poder acompanhar de perto o crescimento de cada um. O fato de oportunizá-los na música é uma emoção muito grande.” Um novo concerto está previsto para acontecer até o final do ano e para que aconteça com o mesmo sucesso que o anterior, em conjunto, professores e alunos trabalham na elaboração do repertório.

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