Falta tudo

Com 320 mil habitantes, Franca ainda não entrou na lista de cidades detentoras de parques arborizados com grandes extensões e áreas de lazer e infra-estrutura, como o Ibirapuera,

17/07/2006 | Tempo de leitura: 3 min

Parque do Trabalhador está abandonado, com o mato crescendo e sem condições de ser inaugurado em 60 dias, como quer o prefeito Sidnei Rocha.
Parque do Trabalhador está abandonado, com o mato crescendo e sem condições de ser inaugurado em 60 dias, como quer o prefeito Sidnei Rocha.
Com 320 mil habitantes, Franca ainda não entrou na lista de cidades detentoras de parques arborizados com grandes extensões e áreas de lazer e infra-estrutura, como o Ibirapuera, em São Paulo, o Central Park, em Nova Iorque, ou ao menos o Curupira, em Ribeirão Preto. A construção do Parque do Trabalhador poderia amenizar a carência de espaços do tipo, mas ela se arrasta desde 2000 e, até agora, o espaço não abriu suas portas. Com dinheiro da Petrobras (patrocínio de R$ 1,2 milhão obtido durante a administração de Gilmar Dominici), parte das obras foi realizada, mas a área continua fechada para a população, que conta somente com o Parque de Exposição Fernando Costa. Ontem o secretário de Administração e Recursos Humanos, Jerônimo Sérgio Pinto, disse que o prefeito Sidnei Rocha quer inaugurar o parque em 60 dias. Mas ele próprio descarta essa possibilidade. “Isso é inviável”, disse ele, sem contudo arriscar uma nova data. Afinal, as outras três datas anteriormente apresentadas não foram cumpridas e desculpas variadas mantiveram o parque fechado. A primeira era 28 de novembro do ano passado, aniversário da cidade. A justificativa para não inaugurar o parque foi a falta de uma barragem para um lago existente dentro do local. A segunda, início de janeiro. A prefeitura alegou que as fortes chuvas poderiam estragar o pouco que existia no local e decidiu adiar novamente a inauguração. Na terceira, dia 18 de março, a ONG (Organização Não-governamental) Construtores Sociais, responsável pela obra, deu por encerrada sua participação no projeto. Anunciou sua conclusão depois de um ano de supervisão e disse que, a partir daquele instante, a responsabilidade seria da prefeitura. O secretário de Administração e Recursos Humanos da prefeitura, então, alegou falta de pessoal. Seja qual a razão, com 11 alqueires de extensão (cerca de 236 mil metros quadrados), o parque que levará o nome do Papa João Paulo II, no Parque dos Pinhais, ainda está fechado. Diversas falhas apontam para uma construção longe da ideal para um parque. Faltam árvores e calçamento para pedestres. O matagal toma conta da área próxima ao lago e os carunchos dominam no campo de futebol. A ONG garante que a parte que lhe cabia foi feita, mas restam ainda 40% das obras, que deverão consumir mais R$ 800 mil. “A nossa parte, fizemos. Agora, é com a Prefeitura de Franca”, disse Júlio Rodrigues, presidente da Construtores Sociais. O dinheiro que resta para transformar o Parque em área verde utilizável pelos francanos não precisa sair necessariamente dos cofres municipais. Parcerias com empresas privadas da cidade podem ser realizadas, como ocorre em cidades como Curitiba, por exemplo. Mas, até agora, nada foi anunciado pela prefeitura. Sem os R$ 800 mil para completar a obra, os problemas estruturais continuam: faltam lixeiras, lanchonete, bebedouros, calçamento, asfalto e até sombra, que só deverá existir dentro de, no mínimo, cinco anos. Problemas de infra-estrutura, como erosões e rachaduras, também indicam a inexistência de um bom planejamento, com a realização de drenagem e galerias. “Não se pode entregar um parque para a população em condições inadequadas. Se abrir, o povo não terá o que usufruir do local”, disse o secretário, que, no dia 9 de maio, acompanhou a reportagem do Comércio da Franca pelo parque para mostrar o que precisava ser feito. Mas, de lá pra cá, poucas obras foram realizadas. Ontem, procurado novamente pela reportagem, Jerônimo disse que pediu à Divisão de Obras da prefeitura para que fosse feita uma limpeza geral, mas não há previsão de um projeto que resolva de vez a pendência. Valéria Marson, responsável pela pasta, e Jerônimo, deverão comparecer ao local amanhã pela manhã. Sua intenção é fazer uma nova inspeção e, quem sabe, definir uma nova data. A quinta.

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