Álcool da região de Franca é apontado como o pior de SP

A ANP (Agência Nacional de Petróleo) divulgou nesta semana o segundo boletim de qualidade dos combustíveis do ano relativo aos meses de abril, maio e junho.

12/07/2006 | Tempo de leitura: 2 min

O taxista Sebastião Ferreira de Matos não gostou nem um pouco do resultado da ANP: “Além de pagar caro pelo combustível, ainda corremos o risco de ter problemas no carro”
O taxista Sebastião Ferreira de Matos não gostou nem um pouco do resultado da ANP: “Além de pagar caro pelo combustível, ainda corremos o risco de ter problemas no carro”
A ANP (Agência Nacional de Petróleo) divulgou nesta semana o segundo boletim de qualidade dos combustíveis do ano relativo aos meses de abril, maio e junho. O resultado da avaliação preocupa principalmente quem abastece o veículo com álcool na região de Franca, que abrange ainda Ituverava e São Joaquim da Barra. Das 81 amostras coletadas pela ANP nos postos de combustíveis, 12 estavam fora do padrão de qualidade, representando 14,8%, e, por isso, considerado o pior álcool do Estado de São Paulo. A pesquisa avalia o grau de impureza, se há adulteração do combustível e a quantidade de álcool na gasolina (o nível normal é de 20%). A notícia não agradou muito aos motoristas, como o taxista Sebastião Ferreira de Matos. “O combustível já está caro e ainda com problema? Isso é muito ruim para a região. Por isso, o melhor é sempre abastecer no mesmo posto, como eu faço”, disse ele. O também taxista Adriano Roberto Marcelino não gostou de saber da pesquisa da ANP. “Como isso pode acontecer se na região existem várias usinas de álcool?” Os donos de postos, por outro lado, se defendem. Sérgio Santiago, proprietário de um estabelecimento em Franca, disse que só compra combustível de uma empresa e são sempre fiscalizados. “O índice da ANP é muito generalizado. O ideal seria listar os postos, dizendo realmente em quais há problemas e em quais cidades há irregularidades para que a nossa região não fique tachada”, disse. Para o dono de outro posto, Mário Roberto Filho, a cidade fica prejudicada pelos índices, já que não são especificados. “Fica difícil para quem trabalha corretamente”. A região 39, que inclui 25 cidades, entre elas cinco da região (Batatais, Altinópolis, Brodowski, Patrocínio Paulista e Itirapuã), apresentou um resultado melhor. Mesmo assim, das 81 amostras, 6 estavam em desacordo com as normas da ANP, representando 7,4% das amostras. Para João Luís Ribeiro, o fato de a ANP divulgar os índices de não-conformidade dos combustíveis trimestralmente por região e não por cidade, prejudica e torna difícil a avaliação do consumidor. “Falar sobre os índices da ‘região’ é muito vago. Não se sabe se é em Batatais ou em qual posto a qualidade não é boa. Fica muito no ar. O consumidor não sabe quem é”, disse Ribeiro. A gasolina, por outro lado, é de boa qualidade em Franca; das 81 amostras coletadas, nenhuma apresentou problema. Na regional de Batatais, quatro não atenderam às normas.

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