Preço do mel dispara no inverno

Apesar do embargo da União Européia ao mel brasileiro - por causa de trâmites burocráticos que não foram acertados pelo Brasil - e, por conseqüência, do ex

14/06/2006 | Tempo de leitura: 2 min

A vendedora Vanessa de Melo Garcia consome mel todos os dias: “Prefiro o mel com laranja”
A vendedora Vanessa de Melo Garcia consome mel todos os dias: “Prefiro o mel com laranja”
Apesar do embargo da União Européia ao mel brasileiro - por causa de trâmites burocráticos que não foram acertados pelo Brasil - e, por conseqüência, do excesso do produto no cenário nacional, o preço do quilo do mel no mercado tem registrado alta. O produto natural limpo, que em março era encontrado por até R$ 11 o quilo, hoje é comprado por cerca de R$ 15, registrando alta de 36%. A explicação é a chegada do inverno, quando o consumo do produto triplica. Chás, xaropes e tudo o que for receita para “curar” a gripe, leva mel. Mas alguns especialistas recomendam: “Apesar de não fazer mal e proporcionar muitos benefícios, o mel não é remédio”. A cada ano, quando o clima de outono/inverno com tempo seco e frio começa a influenciar na saúde da população, centenas de pessoas incluem em suas compras eventuais um, dois ou três potes de mel. Geralmente ele se transforma em xarope misturado a folhas, frutos ou raízes medicinais, como o guaco, a malva, gengibre ou romã. É bem verdade que tais misturas não fazem mal à saúde, mas sua capacidade de livrar o consumidor dos efeitos de uma gripe, por exemplo, é questionada. Mesmo assim, o consumo de mel entre francanos, como em todo o País, está associado a efeitos terapêuticos e não à alimentação e nesta época do ano aumenta, influenciando na alta do preço ao consumidor final. De acordo com o biólogo e apicultor Célio Augusto Pereira Rodrigues, o preço do quilo do produto passou de R$ 11, há dois meses, para até R$ 15, dependendo da qualidade. “A procura nesta época do ano tende a melhorar o preço. Inesperadamente, porque a expectativa era de preço baixo por causa do embargo da UE ao produto brasileiro”, disse Célinho, como é conhecido. O corte, de acordo com Fernando Pereira da Silva, analista de sistema e economista que encontrou na apicultura melhor fonte de renda, poderia injetar mel de outras empresas em Franca, o que criaria um excedente. “Por enquanto, a época do ano minimizou o movimento que seria natural e evitou uma crise no setor”, disse. PRODUÇÃO A grande informalidade do mercado dificulta a realização de estatísticas do setor, no entanto, estima-se que a produção de mel na região atinja 36 mil quilos por ano. “Acredita-se que existam cerca de 60 apicultores que produzem cerca de 600 quilos de mel por ano. O que daria uma média de 20 colméias para cada”, disse Célio Augusto Pereira Rodrigues. A média de consumo anual de mel no País gira em torno de 60 gramas por pessoa, de acordo com o Sebrae-AL (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Alagoas). Enquanto isso, EUA, Alemanha e Suíça consomem 910, 960 e 1500 gramas, respectivamente. Para driblar este aspecto comum na cultura brasileira, muitas empresas se desdobram para oferecer produtos diversificados e escoarem sua produção local.

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