Acusado disse que queria ‘apenas’ assustar a vítima

A violência que envolveu o seqüestro do pastor evangélico e comerciante Edilson Fernando Flávio, 36, mantido como refém por quatro criminosos na noite de segunda-feira,

01/06/2006 | Tempo de leitura: 3 min

O pastor Edilson Fernando levou cinco tiros pelo corpo e permanece internado na Santa Casa de Franca. De acordo com boletim médico, ele passa bem e não corre risco de morte
O pastor Edilson Fernando levou cinco tiros pelo corpo e permanece internado na Santa Casa de Franca. De acordo com boletim médico, ele passa bem e não corre risco de morte
A violência que envolveu o seqüestro do pastor evangélico e comerciante Edilson Fernando Flávio, 36, mantido como refém por quatro criminosos na noite de segunda-feira, quando foi espancado e baleado, assustou os francanos e continua sendo investigado. Os quatro acusados do seqüestro - os primos Adão Vieira,18, Claudinei Soares, 21, e Paulo Sérgio,18, e o colega Moacir Ferreira, 24, todos lavradores, foram presos já na terça-feira e, na madrugada de ontem, foram ouvidos pela polícia. Três deles se negaram a prestar depoimento e só falarão em juízo. Moacir foi o único que falou e confessou a ação do quarteto. Disse que decidiram seqüestrar o pastor apenas para “passar um susto” na vítima. Edilson foi seqüestrado durante a entrega de produtos de sua mercearia, no início da noite de segunda-feira (29), na casa de Claudinei, na zona rural de Franca. Ele foi rendido, espancado e, como não teria fornecido os telefones de sua mulher e de responsáveis por sua igreja, levou cinco tiros. Na versão à polícia, Moacir disse que os lavradores queriam assustá-lo em represálias a ameaças que Edilson teria feito a Adão, pelo fato deste não ter lhe pago aluguéis em atraso. A história começou quando os lavradores chegaram a Franca, vindos de Minas Gerais, para tentar a sorte. Estabeleceram-se no City Petrópolis, e começaram a trabalhar como catadores de café em fazendas da região, há cerca de três anos. Entre outros locais, trabalharam como lavradores na Fazenda Petrópolis, nos fundos do bairro. Eram tidos como trabalhadores e pessoas de bem. No ano passado, Adão morou como inquilino na casa do pastor Edilson. Ficou devendo alguns meses de aluguel e passou a ser cobrado pelo proprietário. Supostamente temendo ameaças, voltou para Minas Gerais. Há cerca de um mês retornou a Franca, pois é testemunha do amigo Moacir em um processo trabalhista. Teria sido ameaçado novamente por Edilson. Relatou os fatos ao amigo e aos primos. Foi quando decidiram “passar um susto” no pastor. Ficou acertado que Claudinei faria compras no supermercado de Edilson com a finalidade de atraí-lo até a casa em que morava na Fazenda Petrópolis. No local, supostamente após reagir, o pastor levou tiros pelo corpo e pauladas na cabeça. Por sorte, os disparos não atingiram órgãos vitais. Entrevistado pelo Comércio, Edilson, que já teve passagens policiais por estelionato, receptação, tráfico de drogas e porte de arma, disse que os lavradores chegaram a pedir R$ 200 mil de resgate, o que não foi confirmado pelo acusado. “Ligamos na casa do Edilson e falamos com a mulher dele, mas não para pedir dinheiro e, sim, para informar que ele estava bem”, disse Moacir em seu depoimento à polícia. O pastor teria ainda oferecido R$ 10 mil e o seu veículo Golf para ser liberado. Não foi preciso. Responsável por vigiar a vítima no cativeiro, Moacir adormeceu e o pastor fugiu, se escondeu por algumas horas no mato e, depois, procurou a polícia. Horas depois, os quatro acusados foram presos pela PM, reconhecidos pelo pastor e autuados em flagrante por extorsão mediante seqüestro e formação de quadrilha. Os agentes do 5º DP continuam investigando o caso. Os lavradores permanecem presos na cadeia do Jardim Guanabara.

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