MLST invade outra fazenda em Cristais

Nove dias após ocupar a Fazenda Nova Mata, de propriedade do Grupo Samello, em Cristais Paulista, os integrantes do MLST (Movimento de Libertação dos Sem-Terra) voltaram a agir.

16/05/2006 | Tempo de leitura: 2 min

Militantes do MLST começaram a montar os barracos na manhã de ontem após invasão de Fazenda Jandira
Militantes do MLST começaram a montar os barracos na manhã de ontem após invasão de Fazenda Jandira
Nove dias após ocupar a Fazenda Nova Mata, de propriedade do Grupo Samello, em Cristais Paulista, os integrantes do MLST (Movimento de Libertação dos Sem-Terra) voltaram a agir. Ontem pela manhã, aproximadamente 100 pessoas ocuparam a Fazenda Jandira, situada em frente ao segundo trevo de acesso a Cristais Paulista. Mas, ao contrário das outras duas invasões, o ingresso na propriedade teve a autorização do proprietário, que permitiu a permanência dos sem-terra na área, de quase 200 hectares, por 90 dias. O proprietário da fazenda, Antônio Moraes Silva, advogado e empresário em Franca, disse que não pretende vender a propriedade, já que a comprou há menos de um ano. “Eles poderiam ocupar lá de qualquer forma, mas como foram atenciosos comigo ao pedir permissão não vi problema em autorizar”, disse Moraes que, para evitar futuros problemas, elaborou um documento de compromisso assinado entre ambas as partes. Os sem-terra também foram autorizados a cortar bambu para a construção de barracas. ESTRATÉGIA A Fazenda Jandira despertou o interesse de militantes de Franca, Cristais e até de oito famílias de Sacramento (MG). Jean Gomes, da coordenação do MLST, disse que a ocupação da área é uma estratégia para novas invasões que deverão acontecer entre Franca e Rifaina até o mês de julho. Na lista dos sem-terra há 15 propriedades. “Temos informações sobre todas essas fazendas e ainda estão cadastradas mais de 2 mil famílias”, disse Vilmar Silva, também da coordenação. Entre os sem-terra estava a doméstica Elizabete Silva, 48, residente no Vera Cruz II, em Franca. “Resolvi acompanhar o pessoal por conta das dificuldades enfrentadas na cidade. A renda da minha família não chega a R$ 500 e temos que pagar R$ 180 de aluguel”, disse ela, que foi sozinha para o acampamento. O marido e os três filhos deverão se juntar a ela nos próximos dias. A desempregada Júlia Aparecida Oliveira, 35, mora em Cristais Paulista e foi para a fazenda andando. “A minha esperança é conseguir um lote”, disse ela, ressaltando que já entregou o imóvel alugado no qual residia e guardou os móveis em casas de amigos. O número de pessoas deve aumentar nos próximos dias.

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