Queimadas urbanas infernizam francanos

Na última sexta-feira, às 13 horas, às margens da Rodovia Cândido Portinari, do lado do Jardim Guanabara, o fogo que consumia o mato alto e seco de uma grande área ab

09/05/2006 | Tempo de leitura: 1 min

Fumaça toma conta do ar na Avenida Dr. Ismael Alonso e Alonso: proliferação de queimadas aumenta com a diminuição das chuvas
Fumaça toma conta do ar na Avenida Dr. Ismael Alonso e Alonso: proliferação de queimadas aumenta com a diminuição das chuvas
Na última sexta-feira, às 13 horas, às margens da Rodovia Cândido Portinari, do lado do Jardim Guanabara, o fogo que consumia o mato alto e seco de uma grande área abandonada - cujo proprietário é desconhecido - tornava impossível visualizar qualquer objeto a cinco metros de distância. O mesmo acontecia na Rua Geraldo Flauzino de Senne, no Jardim Bonsucesso; na Avenida Doutor Antônio Barboza Filho, próximo ao posto Galo Branco, e em outros diversos pontos da cidade na semana passada. Há mais de um mês sem chuva e com diversos terrenos públicos e privados com mato alto, as queimadas urbanas se multiplicam pela cidade, influenciam no aumento de problemas respiratórios e transformam o cotidiano do francano num inferno. Moradora do Jardim Guanabara, a dona de casa Madalena de Lima Guidone, 56, não conseguia enxergar o prédio de uma fábrica de calçados situada em frente a sua casa, dividida apenas pela Rua Jamil Abdala. “Ontem meus olhos lacrimejaram muito por causa da fumaça causada pelo fogo no terreno. Hoje é a mesma coisa. Estou tossindo muito desde o dia da primeira queimada”, disse Madalena. A reclamação da dona de casa não é apenas quanto aos transtornos causados à saúde. De acordo com ela, varrer o quintal, que durante a época das chuvas acontece uma vez por semana, multiplica a tarefa em até três vezes. “Sem contar que quando acabo de varrer, vem o vento e derruba as fuligens do telhado. É um inferno”, disse Madalena. O aumento nas ocorrências de fogo em mato, também faz o trabalho do Corpo de Bombeiros aumentar. De acordo com o sargento Vitor, durante o período de estiagem, há um salto no número de ligações para ocorrências desta natureza. Para o gerente regional da Cetesb, Francisco Setti, o problema é falta de consciência da população.

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