Amigos e familiares se revoltam com violência

Valdir morava há mais de 20 no mesmo endereço na Vila Santa Efigênia e era muito querido pelos vizinhos. A notícia de sua morte foi recebida como uma verdadeira bomba pelos

27/04/2006 | Tempo de leitura: 2 min

corpo do comerciante Valdir José da Silva que morreu sobre sua própria cama
corpo do comerciante Valdir José da Silva que morreu sobre sua própria cama
Valdir morava há mais de 20 no mesmo endereço na Vila Santa Efigênia e era muito querido pelos vizinhos. A notícia de sua morte foi recebida como uma verdadeira bomba pelos amigos. Em poucos minutos, dezenas de pessoas se juntaram diante de sua casa. O trânsito foi interrompido e a polícia enfrentou dificuldades para trabalhar diante da aglomeração formada. O comentário dos populares se dividia entre homenagens ao comerciante e indignação com a falta de segurança. Alguns chegaram a pedir a pena de morte para os assassinos. Outros reclamavam da falta de policiamento. “Valdir e eu crescemos juntos. Há muitos anos era sua freguesa no varejão. Estava na igreja quando fui informada de sua morte. Ficamos todos muito assustados com tanta violência. É um absurdo o que está acontecendo”, disse a funcionária pública Josefina Ferreira de Almeida, 54. O também comerciante José Roberto Fernandes, 41, é outro amigo de longa data de Valdir. Ele fez questão de ir à casa para confortar os familiares. “É muito triste o que está acontecendo. Ele era um homem muito bom e trabalhador. Hoje em dia está difícil trabalhar. Perdemos o sossego e ninguém faz nada. A polícia quase não passa pelas ruas de nosso bairro”. A revolta dos vizinhos só era quebrada quando parentes de Valdir chegavam à residência. O momento mais dramático foi quando a mãe da vítima entrou desesperada na casa. Ainda sem saber que o filho havia morrido, ela pedia, desesperada, por socorro. “Chamem os bombeiros e os médicos logo. Vamos, vamos”. Nem os policiais souberam o que fazer neste momento. Minutos depois, a mulher foi informada da tragédia e se desesperou. “Meu Deus do céu. Não acredito. Ele não está morto. Meu filho era muito bom. Porque foram matá-lo?”. O corpo de Valdir será velado no Centro Comunitário da Vila Santa Efigênia. O sepultamento acontecerá às 16 horas no Cemitério da Saudade, com trabalhos da Funerária Tedesco.

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