Mãe e recém-nascida esperam seis horas por banho

O metódo adotado pela Santa Casa, após a realização de uma cesárea, revoltou a família de Milena de Oliveira Davanço Porfírio, 27.

12/04/2006 | Tempo de leitura: 2 min

A pediatra Rita de Cássia Fuga Berteli diz que a prioridade é manter a proximidade entre a mãe e o recém-nascido logo após o parto
A pediatra Rita de Cássia Fuga Berteli diz que a prioridade é manter a proximidade entre a mãe e o recém-nascido logo após o parto
O metódo adotado pela Santa Casa, após a realização de uma cesárea, revoltou a família de Milena de Oliveira Davanço Porfírio, 27. A dona de casa passou pela cirurgia às 13 horas e até as 19 horas de anteontem, ela e o bebê, uma menina, não haviam tomado banho. Apesar de assumir que faltou água na maternidade no dia, a Santa Casa diz que este é um procedimento normal, que não ocasionou problemas para as pacientes. A cunhada de Milena foi visitá-las e ficou indignada com a situação. “Elas ainda estavam sujas de sangue e achei aquilo esquisito. Nunca tinha visto isso. Falaram que elas não haviam tomado banho porque não tinha água na maternidade, o que seria um absurdo”, disse Islen Mari Porfírio de Oliveira, 30. A assessora de imprensa da SC, Jacinta Sad, disse que a falta de água aconteceu porque as caixas d’água do hospital estavam sendo lavadas, o que acontece periodicamente. “É um procedimento necessário adotado semestralmente na instituição”. Mesmo que tivesse água, ainda segundo Jacinta Sad, não haveria “correria” para que Milena e sua filha tomassem banho. Este procedimento foi adotado no ano passado pelo hospital e faz parte de uma regulamentação do Unicef (Fundo nas Nações Unidas para Infância e Juventude). A Santa Casa busca o status de “Hospital Amigo da Criança” e esta seria uma orientação do órgão internacional. “É um procedimento-padrão. Dentro das especificações do Unicef para que a mulher e o bebê fiquem juntos. É a humanização do parto. Na SC, o banho é dado na mãe oito horas após o parto e na criança, de três a quatro horas”, disse Sad. Baseada em tal regulamentação, a assessora disse que não há motivo para alarde. “A mãe tomou banho no horário. No caso da criança, atrasou um pouco, pois a caixa ainda não estava cheia. A mãe, inclusive, entendeu a situação”, disse.

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