Pedregulho tem a última escola rural da região

Quatro horas da manhã. O sol ainda vai demorar a aparecer, mas Jéssica Oliveira dos Santos, no auge dos seus 10 anos, já está de pé. “Dá vontade de ficar dorm

01/04/2006 | Tempo de leitura: 2 min

Crianças brincam na Escola Estadual Rural “Fazenda Taquari”, a última do tipo na região. Apenas em Altinópolis alunos ainda estudam em uma unidade rural
Crianças brincam na Escola Estadual Rural “Fazenda Taquari”, a última do tipo na região. Apenas em Altinópolis alunos ainda estudam em uma unidade rural
Quatro horas da manhã. O sol ainda vai demorar a aparecer, mas Jéssica Oliveira dos Santos, no auge dos seus 10 anos, já está de pé. “Dá vontade de ficar dormindo”, diz ela. Não tem jeito. É preciso levantar. A rotina se repete de segunda a sexta-feira. Não apenas para Jéssica, mas para 42 alunos que estudam na Escola Estadual Rural “Fazenda Taquari”, que é a última escola rural na área de cobertura da Diretoria Regional de Ensino de Franca. A unidade, que oferece do pré à 4ª série, foi fundada em 1991 em uma fazenda a 20 quilômetros de Pedregulho. A escola resiste. E, ao contrário de outras unidades, não deve ser fechada tão cedo. Bom para os alunos, que mesmo estudando perto de casa precisam madrugar para não perder a aula que começa às 7 horas. Mesmo acordando tão cedo, a pequena Jéssica afirma que gosta de estudar na escolinha da fazenda. “Aqui fica perto da minha casa”. Mas a menina já começa a se despedir da escola que freqüenta desde os 7 anos. No próximo ano, ela terá que ir para Pedregulho fazer a 5ª série. O mesmo vai acontecer com Viviane Gonçalves, 10. “Eu já estudei em Pedregulho. Mas gosto muito mais daqui”, disse ela. Quem vê Luís Eduardo Chiarelo, 7, todo animado fazendo um desenho sobre o Dia da água, não imagina que ele precisa acordar muito cedo para cursar a 1ª série. “Eu acordo às 4 horas e não fico com sono na escola”, disse em poucas palavras sem tirar o olho do desenho. Na mesma série, mas em outra sala, Bianca Rodrigues Gama, 6. Ela acorda às 6 horas para pegar o ônibus escolar e garante que não tem preguiça. Dá para acreditar. Na hora do recreio, ela não pára de correr um minuto. Sentar mesmo só para tomar o lanche, que na verdade parece mais um almoço. Cada dia um cardápio diferente. Arroz, frango e salada; macarronada, feijão, pão e leite. A propósito, o lanche é alvo de elogios dos alunos. “Eu adoro a merenda daqui”, afirma Wesley dos Santos, 9, a poucos minutos do intervalo. O elogio arranca o sorriso de Leila Souza Gomes, 52, responsável pela merenda da escola desde a sua fundação. “Quando eles chegam às 7 horas, o café com o pão já está pronto para ser servido”.

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