‘Matador do Paulistano’: 24 anos de prisão

Quase dois anos após aterrorizar a zona leste de Franca e matar duas pessoas em menos de 48 horas, Rafael de Assis Bilheiros, 26, enfim, prestou contas à Justiça.

24/03/2006 | Tempo de leitura: 1 min

Imagem do Tribunal do Júri, ontem, no momento do pronunciamento da sentença que deixará Rafael Bilheiros preso por mais de duas décadas: duplo homicídio qualificado
Imagem do Tribunal do Júri, ontem, no momento do pronunciamento da sentença que deixará Rafael Bilheiros preso por mais de duas décadas: duplo homicídio qualificado
Quase dois anos após aterrorizar a zona leste de Franca e matar duas pessoas em menos de 48 horas, Rafael de Assis Bilheiros, 26, enfim, prestou contas à Justiça. “O matador do Paulistano” foi julgado ontem por duplo homicídio qualificado e passará os próximos 24 anos na cadeia. A sentença terá que ser cumprida em regime integralmente fechado. A defesa pode recorrer. Em maio de 2004, Bilheiros protagonizou uma das mais violentas ocorrências policiais já registradas em Franca. Na noite do dia 27, uma sexta-feira, executou Nilton Donizete de Lima, 25, o “Cabelinho”, com dois tiros, no Jardim Paulistano. Após o crime, ficou perambulando pelas ruas do bairro. No domingo, voltou a matar. Desta vez, a vítima foi Wellington Régis Nascimento, 16, o “Lesado”. Preso uma semana depois quando tentava fugir para Juiz de Fora (MG), justificou os assassinatos dizendo que a dupla teria tentado matá-lo no ano anterior. “Eles sabem porque morreram”, disse, na ocasião, ao Comércio. Para a polícia, o motivo de tanta violência seria um acerto de contas motivado por drogas. Depois de preso, Rafael Bilheiros não mais deixou a cadeia. Além de Franca, também ficou recolhido em Ituverava. Deixou a prisão somente ontem e para ser julgado. O Tribunal do Júri decidiu condená-lo a 12 anos de reclusão em cada um dos homicídios cometidos. Os dois crimes foram unificados em um só processo e ele “pegou” um total de 24 anos. “Foi uma condenação justa. Acredito até que a sentença saiu barata para ele, pois cometeu dois homicídios duplamente qualificado. A Justiça deu uma resposta positiva à sociedade. Fiquei satisfeito”, comentou o promotor Cláudio Watanabe Scavassini, que atuou na acusação.

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