PROCESSO ACEITO

Câmara aprova abertura de Comissão Processante contra vereadora do PT

Por Flávio Paradella | Especial para a Sampi Campinas
| Tempo de leitura: 2 min
Paolla Miguel concedeu emendas impositivas da parlamentar ao evento
Paolla Miguel concedeu emendas impositivas da parlamentar ao evento

A Câmara de Campinas aprovou a abertura de um Comissão Processante contra a vereadora Paolla Miguel (PT), procedimento que poderá levar a cassação da parlamentar. Por 24 votos a seis, os vereadores de Campinas deram prosseguimento ao processo. A sessão foi tensa e contou com ato e manifestantes em defesa da vereadora do PT.

Uma derrota para Paolla. No entanto, o sorteio definiu os três integrantes e, com a recusa de vários vereadores da base, a CP ficou composta por Guida Calixto na presidência (PT), Gustavo Petta na relatoria (PcdoB) e Edvaldo Cabelo (PL). Um alento para a petista.

Chorando, a vereadora Paolla Miguel subiu à tribuna e fez um discurso em defesa da mandato e criticou a instauração do processo. "Não tenho dúvida se fosse qualquer mandato de um homem branco, com mais de 40 anos, a Comissão Processante sequer seria apresentada, muito menos votada. Não vamos abaixar a cabeça para essas mentiras que estão sendo colocadas. Não vamos tolerar que a Cultura seja criminalizada", declarou a parlamentar.

Paolla virou a pivô da polêmica ‘Festa da Bicuda’, evento que recebeu recursos de emendas impositivas da parlamentar, e teve cenas de sexo e nudez, na Praça Durval Pattaro, no Distrito de Barão Geraldo, em Campinas, no último domingo, 14.

A ‘Festa da Bicuda’ recebeu recursos de emendas impositivas, foi divulgada, apoiada e teve a presença de Paolla Miguel. O show, realizado em praça pública no Distrito de Barão Geraldo, teve nudez e encenação de relações sexuais. A vereadora nega ter tido conhecimento prévio do conteúdo a ser apresentado e afirma que a verba destinada para a apresentação custeou a estrutura e logística. O cachê e teor das apresentações são de responsabilidade da produção.

A proposta de CP foi apresentada pelo vereador Nelson Hossri (PSD) que defende a cassação por quebra de decoro da vereadora petista.

Rito da Comissão Processante

Os integrantes da CP foram imediatamente sorteados e terão um prazo de até 90 dias para apurar a acusação e apresentar um relatório que será votado em Plenário, indicando ou não a cassação. Caso seja proposta a cassação, será necessário que pelo menos 2/3 dos 33 vereadores votem favoráveis.

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