Campinas realizou o 10º mutirão contra a dengue de 2024 no último sábado, 6. Ao todo, os agentes de saúde visitaram 3,9 mil imóveis em sete bairros da metrópole. No entanto, mais uma vez, enfrentaram a recusa de moradores e a inacessibilidade em quase metade das residências.
O mutirão visitou os imóveis de sete bairros de Campinas, sendo: Jardim Andorinha, Jardim Itatiaia, Jardim Carlos Lourenço, Jardim New York, Jardim Santa Eudóxia, Jardim São Fernando e Vila Orozimbo Maia.
De acordo com a Administração Municipal, 3.945 imóveis foram visitados no bairro, sendo que 50.5% foram acessados e contaram com a remoção dos criadouros do Aedes aegypti. Os demais por outro lado, não foram acessados. “Eles estavam inacessíveis por estarem fechados, desocupados ou por impedimento dos moradores”, informou.
A recusa de moradores e as moradias fechadas têm sido um padrão nos mutirões deste ano. Por isso, durante todas as ações, Campinas tem utilizado drones para localizar grandes criadouros do mosquito Aedes aegypti como piscinas e caixas d’água em imóveis identificados como desocupados ou em situação de abandono.
Outra estratégia adotada contou com chaveiros, para acesso dos imóveis.
Por isso, mesmo com a dificuldade, o mutirão recolheu 940 toneladas de resíduos e entulhos descartados irregularmente em áreas públicas, enquanto que 55 bocas de lobo foram limpas.
Os agentes ainda passaram instruções aos moradores, como: jogar lixo nos locais corretos, destinar ao ecoponto e não utilizar terrenos baldios.
Desde o início do ano, Campinas registrou 45,1 mil casos de dengue, além de oito mortes.