CIDADE IMPACTADA

Prisão de Purini e CP levam governo à ebulição máxima em Bauru

Redação
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Renato Purini
A prisão de Renato Purini, ex-secretário de Governo e marido da prefeita Suéllen Rosim (PSD), nesta sexta-feira (16), representa um novo e delicado capítulo da investigação que apura esquema de fraude na licitação para concessão bilionária dos serviços de lixo em Bauru, já cancelada. A investigação, que já havia atingido ex-secretários municipais, chega agora a alguém diretamente ligado ao núcleo de comando político e pessoal da chefe do Executivo. Leia toda a explicação neste link Saiba o que embasou prisão preventiva de Renato Purini em Bauru

Exoneração
A prefeita exonerou o marido, Renato Purini, do cargo de secretário de Governo, assim como fez anteriormente com os outros três pessoas investigadas (ex-secretários municipais Cilene Bordezan, Vitor Costa e Sara Moura). Na tarde desta sexta-feira, ela prestou longo depoimento à Comissão Processante (CP) do Lixo, na Câmara Municipal. Leia neste link CP do Lixo: Suéllen diz que não foi alertada de irregularidades

Pressão dobrada
O programa Café com Política desta sexta analisou a situação de Suéllen, que enfrenta duas frentes de pressão: a investigação criminal que alcançou até o marido e a CP. Purini ocupava uma posição estratégica no governo, com acesso direto às principais decisões administrativas e políticas. A proximidade pessoal e funcional, contudo, não comprova, juridicamente, por si só, a participação ou conhecimento de Suéllen em eventuais crimes.

Cassação em cena
O advogado e ex-deputado Carlos Braga, que participou do Café com Política, opinou que a situação política da prefeita se agravou e avaliou que a permanência dela no cargo se torna insustentável. Trata-se de uma avaliação política, não de uma conclusão jurídica, frisou Braga. Uma eventual cassação depende das acusações examinadas, das provas e da votação dos vereadores. A prisão do secretário, isoladamente, não determina a perda do mandato.

O custo político
A crise atual pode ser comparada a episódios políticos vividos por Bauru no final da década de 1990. Os jornalistas do Café com Política manifestaram preocupação com a imagem, o desenvolvimento da cidade e a confiança nas instituições. Com pouco mais de dois anos de mandato pela frente, Suéllen pode enfrentar um período prolongado de desgaste, caso as investigações continuem produzindo novos desdobramentos.

O que diz a lei
A Lei Orgânica de Bauru determina que em caso de cassação da prefeita quem assume o governo é o vice-prefeito (Orlando Costa Dias). Ele já havia dito, em outro momento, a interlocutores, que, se ocorresse tal hipótese, finalizaria o mandato-tampão e não seria mais candidato a prefeito em 2028.

Povo discute a crise
Só se discute essa grave crise em Bauru desde a manhã desta sexta. Nas ruas, cafés, nas famílias e, principalmente, na Internet, em redes sociais. A população bauruense debate muita política neste momento pois, somado ao escândalo do lixo, há a reta final da acirrada eleição presidencial. Tudo isso mostra a quem acha que não deve discutir política que ou a população assume seu papel na vida política da cidade e do País ou nada mudará.

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