Thalita Becker, de 9 anos, morreu neste domingo (11), após uma vida marcada por desafios de saúde e uma história de superação que comoveu milhões de pessoas nas redes sociais. A morte foi anunciada pelo pai, que compartilhava a rotina de cuidados com a filha e as conquistas da família na rede social. Ele teve parada cardiorrespiratória e, posteriormente, morte cerebral.
Nascida em 2016, em Pirassununga, no interior de São Paulo, Thalita tinha síndrome de bridas amnióticas, condição rara que provocou graves malformações na face, no crânio e no cérebro. Logo após o parto, a família recebeu dos médicos a informação de que ela poderia sobreviver por apenas algumas horas, com expectativa de vida estimada em até nove horas.
A menina, no entanto, superou o prognóstico inicial e enfrentou uma longa jornada de internações, cirurgias, terapias e cuidados permanentes. Nos primeiros dias de vida, permaneceu internada por 16 dias em Pirassununga. Depois, foi transferida para Araras e, posteriormente, para Bauru, onde ficou hospitalizada por cerca de 90 dias. Entre os procedimentos realizados estavam a implantação de uma válvula para drenar líquido do cérebro e a colocação de uma sonda para alimentação.
A busca por atendimento adequado levou a família a passar por diferentes municípios paulistas, incluindo Bauru e Botucatu. Neste anos, o pai e as duas meninas estavam estabelecidos em Limeira (208 quilômetros de Bauru), onde ele procurava assegurar a continuidade do atendimento educacional especializado da filha. A menina dependia de assistência constante para atividades cotidianas, como alimentação, higiene e locomoção.
Rotina compartilhada nas redes sociais
A história de Thalita e do pai alcançou milhões de pessoas por meio do perfil conhecido como Paizinho Oficial. Nas publicações, ele mostrava o cotidiano das filhas, os desafios dos tratamentos e as pequenas conquistas da família. Os vídeos ajudaram a formar uma rede de apoio em torno da menina e ampliaram a visibilidade sobre doenças raras e as dificuldades enfrentadas por famílias de crianças com deficiência.
Ao longo dos anos, a relação entre pai e filha foi marcada pela dedicação aos cuidados diários e pela busca por tratamentos, qualidade de vida e acompanhamento especializado. A história de Thalita mobilizou seguidores de diferentes regiões do país, que passaram a acompanhar sua trajetória desde os primeiros anos de vida.
As informações são do Jornal Leia Notícias.